16 de agosto de 2022
Rodrigo Constantino

Oportunismo com a morte de vereadora do PSOL revela indecência à esquerda


Já comentei aqui sobre a morte da vereadora do PSOL no Rio, executada por bandidos (fardados ou não). Volto ao tema pois, mesmo conhecendo bem o modus operandi da esquerda e esperando sempre o pior dessa gente, não canso de me surpreender com sua indecência.
O grau de oportunismo ultrapassou qualquer limite aceitável, mesmo para os baixos padrões esquerdistas. Há quem, como o Frei Betto, defensor da ditadura cubana, tenha comparado seu assassinato ao do estudante em 1968, que incendiou o clima revolucionário na época.
A tônica geral tem sido a de enaltecer a luta e as ideias de Marielle Franco, inclusive sua preferência sexual. Bernardo Mello Franco, o ultraesquerdista que foi contratado pelo jornal carioca enquanto o brilhante Guilherme Fiuza era demitido, escreveu uma coluna no GLOBO louvando a trajetória da vereadora socialista e sua corajosa luta por “direitos humanos”.
A morte de Mariella não é apenas mais uma, com isso tendo a concordar com muitos. Não que sua vida tenha mais valor do que a de milhares de trabalhadores mortos todo ano pelos bandidos. Não que ela fosse uma pessoa superior às mulheres policiais, igualmente negras e pobres, que foram assassinadas por marginais. Mas pelo seu cargo público, o que torna o crime um atentado à democracia em si, como disse Merval Pereira. Mas Merval também condenou o oportunismo de alguns:
A maioria quase total dos brasileiros não gosta do presidente Michel Temer, as pesquisas estão aí demonstrando, mas aproveitar essa tragédia brasileira para gritar Fora Temer chega a ser doentio. Uma minoria não aprova a intervenção militar na segurança do Rio, mas atribuir a ela a morte da vereadora Marielle Franco chega a ser nojento.
A esquerda, de forma totalmente imoral e oportunista, está destacando as características erradas da companheira morta, de olho apenas nos dividendos políticos e eleitorais do que aconteceu. Marielle poderia ser defensora das ideias mais absurdas existentes, como eu acho que era, o que não muda a gravidade do fato: mataram à luz do dia uma vereadora que representava milhares de eleitores. Mas isso não faz dela uma santa justiceira, como não deveria fazer dela uma mártir de uma causa equivocada.
O PSOL tenta monopolizar a defesa dos “direitos humanos”, mas pergunto: como pode quem defende as ditaduras venezuelana e cubana falar em “direitos humanos”? Há, por acaso, garantia aos “direitos humanos” nesses países sob o socialismo pregado pelo PSOL? E como pode a mídia “golpista” aceitar tal rótulo sem qualquer questionamento? Chega desse monopólio das virtudes! Hoje temos as redes sociais para oferecer o contraponto. A farsa acabou.
Pobres, vários policiais e cidadãos que morrem todos os dias também são. Negras, várias policiais mortas também são. Faveladas são as vítimas diárias dos bandidos traficantes que o PSOL defende. Não se engane, caro leitor: a comoção toda, orquestrada de forma bem organizada, deve-se a UM único fator: a vítima era socialista.
As demais características são itens secundários que servem para florear a narrativa deles, sempre em busca de um mártir da causa. Marielle virou automaticamente a guerreira do povo brasileiro na luta por “justiça social”, como se o PSOL fosse o representante de fato dessa luta, e não o defensor da DITADURA venezuelana. Mas, infelizmente, a tática ainda funciona e serve para ludibriar milhões de inocentes úteis. Não fossem as redes sociais…
São nelas que vídeos e textos oferecendo um contraponto à narrativa hegemônica da mídia se espalham e alcançam milhões de brasileiros, que estariam totalmente reféns da imprensa antes. São nas redes sociais que esse vídeo chega a tanta gente, que jamais veria isso na televisão:

A ESQUERDA NO BRASIL

Ouça bem o que os militantes do PSOL gritaram no velório da Vereadora do PSOL assassinada no RJ…COMPARTILHE E ESPALHE AO MÁXIMO!!CURTA A NOSSA PÁGINA Partido Brasil

Publicado por Partido Brasil em Quinta-feira, 15 de março de 2018

Isso teria ocorrido ontem, por conta da morte da vereadora do PSOL, em seu velório. Os militantes, um deles com camisa do assassino Che Guevara, gritavam “Tem que acabar a Polícia Militar”. Ou seja, usam um crime para defender a liberação geral de todos os crimes!!! Quem, senão a própria polícia, poderá investigar e eventualmente prender os bandidos responsáveis pela morte dela? É um espanto a canalhice, o oportunismo e a insensibilidade desses comunistas…
Também é graças às redes sociais que podemos ter acesso à análise de Roberto Motta sobre o caso, trazendo lucidez onde costuma imperar a irracionalidade ideológica:
Resumindo, para quem não soube interpretar meu post de hoje:
1. Homicídio é crime, e merece punição exemplar. Hoje a punição no Brasil é pífia. A pena começa em 6 anos (para homicídio simples). Com essa pena o réu pode começar a cumprir pena JÁ NO REGIME SEMIABERTO. Entenderam o absurdo?
2. O PSOL é um partido obscurantista que ganha a vida promovendo a bandidolatria – a glorificação do criminoso – reduzindo as penas e dando cada vez mais direitos e “garantias” aos criminosos. Portanto o PSOL É UM DOS RESPONSÁVEIS PELA CRISE DE CRIMINALIDADE QUE VIVEMOS.
3. Criminoso é quem comete o crime. Não importa se usa jaleco ou farda, não importa a cor da sua pele ou sua preferência sexual, não importa sua profissão ou renda. O PSOL GANHA A VIDA DENUNCIANDO SUPOSTOS CRIMES DA POLÍCIA, MAS SE CALA QUANTO AOS CRIMES DOS BANDIDOS.
4. Eu nunca vi o PSOL protestar quando Alex Schomaker foi assassinado na porta da UFRJ, ou quando Emily Sofia, de 3 anos, foi fuzilada em Anchieta, ou quando Marlon de Andrade, de 10 anos, foi morto com um tiro na cabeça no Morro do Cantagalo. As duas últimas vítimas eram negras e pobres, mas não eram políticos ativistas de esquerda. A política do PSOL é PAUTADA PELA HIPOCRISIA, PELO CINISMO E PELO POPULISMO MAIS RASTEIRO.
Nada disso é segredo. Na verdade, eu já publiquei aqui um texto onde conto como disse isso na cara do Freixo em uma audiência pública no MPRJ: http://bit.ly/2FDcOtH
Convido o PSOL a fazer seu mea culpa e a apoiar nosso projeto de endurecimento da lei penal, para que assassinos como os da vereadora possam ser punidos de verdade.
Agora vamos ver o que é indignação de verdade e o que é exploração política rasteira.
A indignação de muitos é legítima, sem dúvida, mas acaba sendo explorada pelos oportunistas de plantão. Sobra exploração política da tragédia, e falta bom senso, humanidade, respeito. Só podemos agradecer a existência das redes sociais, pois se dependesse apenas da mídia mainstream, só a narrativa esquerdista teria voz, e o socialismo de Marielle Franco seria o fator mais destacado e elogiado nesse triste caso.
Felizmente temos as redes sociais, apesar da intervenção cada vez maior dos “progressistas” que as controlam. Em poucos minutos vou receber o prêmio Liberdade de Imprensa no Fórum Liberdade e Democracia em Santa Catarina, e essa é a mensagem que pretendo levar. Poucas vezes ficou tão clara a necessidade das redes sociais como contraponto a um discurso hegemônico que ocupa as redações de nossos principais jornais e emissoras.
Fonte: Gazeta do Povo

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