Kellogg’s cede à pressão politicamente correta e muda caixa de embalagem acusada de racista


A Kellogg’s, marca de cereais, anunciou nesta terça-feira (24) que decidiu mudar a embalagem de um de seus produtos após acusações de que o material transmitia racismo. A medida veio depois que o escritor de ficção Saladin Ahmed chamou a atenção da Kellogg’s pelo Twitter sobre o assunto.
A ilustração trazia vários personagens em formato de milho com cores claras se divertindo enquanto o único em cor escura era o faxineiro.
“Ei, Kellogg’s, por que apenas o milho marrom em toda a caixa de cereal é o faxineiro? Isso está ensinado racismo às crianças”, escreveu Ahmed na mensagem junto com as fotos da embalagem.
“Sim, é uma coisa muito pequena, mas quando você vê seu filho olhando para isso durante o café da manhã e percebe que milhões de outras crianças estão fazendo o mesmo…”, completou o escritor, em outro tweet.
A companhia pediu desculpas. “Kellogg’s está comprometida com a diversidade e a inclusão. Nós não pretendíamos ofender – pedimos desculpas. A arte foi atualizada e estará nas lojas em breve”, disse a resposta. Ahmed apreciou o retorno rápido.
Seria o caso de perguntar se o racismo não está na cabeça de quem viu racismo ou preconceito ali. O trabalho de faxineiro é degradante, por acaso? E se a realidade de determinado lugar for essa mesma? Uma maioria de “brancos” (são amarelos, mas tudo bem) num clube se divertindo, por exemplo, com um trabalhador de pele mais escura no local? Retratar a realidade seria racismo?
Então retratar jogadores de basquete como negros seria racismo contra brancos? Retratar rappers como negros seria racismo contra brancos? A estatística não pode ser racista: ela pode, no máximo, retratar o racismo, se essa for mesmo a causa das diferenças (e nem sempre é).
Além disso, há a questão do eterno duplo padrão da esquerda. João Luiz Mauad, colunista do Instituto Liberal, comentou:
Vejam como são as coisas. Quando um grupo “puritano” pressiona o Santander sobre uma exposição que consideram ofensiva aos seus valores – e o banco resolve cancelá-la, para não perder clientes, é “censura”. Agora, quando a turma politicamente correta vê racismo numa simples embalagem de pipoca – e o fabricante resolve remodelá-la, para não perder clientes, é “cidadania”.
Boicotar ou pressionar um banco por conta de uma “exposição de arte” com pedofilia é um absurdo, coisa de obscurantista reacionário. Mas pressionar uma empresa por conta de uma capa de pipoca com um desenho de seres amarelos, com um deles mais escuro, isso é fantástico, progressista, libertador, do bem!
E o mimimi continua a todo vapor…

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