Aquele momento fatal: quando o povo brasileiro elegeu o PT


É complicado… Os “ex-esquerdistas” convertidos, que se dizem “liberais” (só no sentido americano, pois adoram Obama), precisam apenas de tempo para deixar a máscara cair e expor a velha carranca socialista. Foi o caso de Nelson Motta em sua coluna de hoje. As escorregadas dele não têm sido raras, mas nesta sexta ele se superou. Conseguiu jogar toda a culpa da desgraça petista e brasileira no colo de Dilma, poupando Lula de maneira simplesmente absurda:
O lado ruim de ter um líder carismático absoluto, cultuado e incontestável é depender de suas decisões pessoais, de acordo com as suas conveniências de momento.
Ao indicar no “dedaço” Dilma Rousseff para presidenta, enfrentando profundas e fundadas resistências no partido, afinal o DNA dela era brizolista, assumiu o seu maior risco — e conquistou a sua maior vitória. Depois, para eleger Fernando Haddad prefeito de São Paulo, chegou a fazer uma aliança e posar ao lado de Maluf, para estupor dos petistas de todas as correntes. E, cheio de orgulho e certeza, cunhou uma de suas grandes frases: “De poste em poste vamos iluminando o Brasil”.
Se houvesse democracia interna no PT, com convenções para escolher candidaturas, em 2014 Lula teria sido aclamado pelo partido para a sucessão de Dilma e massacraria Aécio Neves. Mas, assim como a havia escolhido imperialmente, Lula teria que discutir com a rainha, só com ela, a sua sucessão.
Aquela meia hora decisiva em que os dois se trancaram em uma sala, e Lula saiu abatido e Dilma candidata à reeleição, mudou o rumo do PT e a História do Brasil. No momento em que sua força, sua experiencia e sua inteligência foram mais necessários, Lula piscou. E Dilma ganhou no grito, rompendo o acordo de o poste devolver-lhe o trono depois de quatro anos.
O resto é história, com as consequências funestas que teve para o Brasil, para o PT e para Lula, porque um grande líder popular quase religioso e infalível falhou num momento fatal.
Nelson Motta dá claramente a entender que, se Lula fosse o candidato e eleito, o rumo do país teria sido bem diferente, muito melhor. Fica parecendo que Dilma – e só Dilma – foi a responsável pela desgraça que se espalhou pelo Brasil, ignorando que o projeto era de todo o PT, que foi o próprio Lula que plantou as sementes da crise, que Guido Mantega já era ministro da Fazenda em seu governo.
O “grande líder popular” teria falhado, segundo Nelson Motta, ao permitir que Dilma fosse candidata à reeleição, em não ter sido firme e mantido sua própria candidatura. Pois aí sim, Nelson Motta diz nas entrelinhas, o Brasil teria se salvado! As “consequências funestas” seriam evitadas, grita com todas as letras o “liberal”.
Quem ignora aquilo que o próprio Lula já afirmou – que Lula é Dilma e Dilma é Lula – o faz só para poupar Lula das “consequências funestas” de que ele mesmo é o maior culpado. O projeto era de todo o PT, e Lula sempre foi o líder absoluto do PT. O Brasil foi destruído pelo lulopetismo, não por Dilma sozinha. Nelsinho quer agradar seus velhos companheiros com esse discurso patético?
Fonte: Gazeta do Povo

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