21 de maio de 2022
Maria Helena

Machista, egocêntrico e misógino

Bolsonaro

VENHAM A MIM – Manifestação na Avenida Paulista, na terça-feira 30: disputa entre PT e PDT pelos antibolsonaristas
(Jefferson Coppola/VEJA)

Jair Bolsonaro, o capitão, é machista, misógino e egocêntrico. Desrespeita as mulheres de forma cabal, a ponto de dizer que foi numa fraquejada que engravidou sua terceira mulher de uma menina.
Outro exemplo: qual o motivo para Raquel Dodge não ser reconduzida à chefia da Procuradora Geral da República, segundo o capitão? Segundo ele, o fato dela ser mulher!
Enquanto esse traço de seu caráter só incomoda aos brasileiros, por desagradável, triste e burro, sem alternativa, toleramos. Mas quando começa a fazer do Brasil um país menor, diminuto, ignorante, estúpido, aí o problema torna-se muito grave.
E é isso o que tem acontecido.
Ele vem comprando problemas absolutamente inúteis, idiotas mesmo, com mulheres de personalidade forte que representam com valor os países com os quais o Brasil não tem problemas, mas que o capitão quer ferir.
O que é que ele consegue com os comentários ofensivos que fez a Brigitte Macron, a Michelle Bachelet, a Angela Merkel? Ou com o extremamente ignorante comentário de que ele não quer ser uma Rainha da Inglaterra em seu governo? Coitado, nem que pudesse, ele não teria a força, a sabedoria e o amor de seu povo que Elizabeth II recebe.
Emmanuelle Macron, o presidente da França, segundo o capitão se intromete nos assuntos internos e na soberania brasileira porque sua mulher é feia! Isso já seria o cúmulo, mas tem pior: esse tipo de grosseria é contagioso e ontem o seu ministro da Fazenda repetiu a gracinha do chefe, tendo recebido da plateia que ouvia sua palestra em Fortaleza, muitas palmas e risadas.
Mas Bolsonaro não se conforma com desaforos que não prejudiquem o Brasil. É pouco. Por isso, dispensou a caneta BIC que usou para se exibir como homem modesto. Imaginem se a França resolvesse fechar a fábrica da BIC em Manaus, o horror que isso seria para aquele estado!
Michelle Bachelet, como Alta Comissária dos Direitos Humanos das Nações Unidas, disse que se preocupava com a “diminuição do espaço cívico e democrático” no Brasil. Ela observou o aumento expressivo no número de mortes cometidas pela polícia no Rio de Janeiro e em São Paulo, principalmente contra negros e moradores de favelas. Mentiu? Ou disse somente a verdade que nós, brasileiros, testemunhamos diariamente?
O capitão se queimou, achou um desaforo essa vergonha ser revelada e resolveu que uma boa resposta seria elogiar o bárbaro regime Pìnochet e ainda acrescentar que o pai da ex-presidente, que morreu torturado num presídio, era um comunista cujo grupo só não conseguiu transformar o Chile numa outra Cuba graças aos militares de Augusto Pinochet!
Com Angela Merkel, Jair Bolsonaro foi ao auge da burrice: foi ignorante ao dizer que ela que pegasse o dinheiro que costumava enviar para o Brasil cuidar da floresta amazônica e tratasse de reflorestar a Alemanha! Resultado, o dinheiro vai nos fazer muita falta, pois estamos falidos. E não vai reflorestar o país que já tem algumas das mais lindas e viçosas florestas europeias! Outra canelada inútil!
O que Bolsonaro vai conseguir com esse tipo de comportamento? Uma coisa já conseguiu: o Brasil está sendo visto como um país sem classe, grosseiro, que trata mal as mulheres.
Como nem todos os turistas desprezam as mulheres, é possível que o turismo vá sofrer ou uma grande queda ou uma baixa em qualidade.
Sabemos que o capitão não vai se calar tão cedo, pois que além de machista é teimoso. Mas o que mais virá por aí, não sabemos.
Nem ele, posto que não pensa, fala.
Fonte: Blog do Noblat – Veja Abril

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.