11 de agosto de 2022
Lucia Sweet

sobra política "progressista" e falta talento

O mundo atual está assim: sobra política “progressista” e falta talento.
E quando penso na maravilhosa cultura árabe, destruída em pleno século XXI por clérigos psicopatas radicais que querem colonizar o mundo ocidental exterminando quem não é muçulmano, para impor suas leis e costumes medievais. Como a Idade Média acabou no século XV, fico perplexa.
Os árabes eram mestres nas artes, poesia, astronomia, gastronomia. Hoje esses radicais ignorantes e baixos destroem até suas ruínas, obras de arte, bibliotecas e manuscritos raríssimos. Os muçulmanos precisam reagir.
Visitei um observatório astronômico construído na Índia do século VII e fiquei impressionada com o conhecimento que os árabes tinham do universo desde tempos imemoriais.
Fui a Fatehpur Sikri, a cidade de construções deslumbrantes, hoje abandonada, fundada por Akbar, imperador mogol muçulmano que, em seu reinado, no século XVI, apoiou a arte e a cultura.
Ele gostava de pintura, inclusive a ocidental, de arquitetura (inventou a primeira casa pré-fabricada), de literatura. No seu tempo, segundo a Enciclopédia Britânica, “Akbar iniciou uma série de debates religiosos, onde eruditos muçulmanos podiam debater questões religiosas com sikhs, hindus, ateus cārvāka e jesuítas portugueses.”
Akbar, o Grande, aceitava as outras religiões e todos conviviam em harmonia. Seu neto, Shah Jahan entrou para a História por ter construído o Taj Mahal, para imortalizar Mumtaz Mahal, a esposa amada que morreu.

Shah Jahan foi deposto pelo filho, que passou a perseguir os hinduístas e seguidores de outras religiões, o que acabou por provocar o declínio da dominação mogul na Índia.

author
Jornalista, fotógrafa e tradutora.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.