"Ideologia, eu quero uma pra viver"

divulgacao-inst-politizarFoto: Política com K

Eu tinha tantos amigos brilhantes, geniais, de uma cultura geral vastíssima, pessoas com quem eu podia falar sobre todos os assuntos e que me enriqueciam com suas ideias. Muitas dessas pessoas foram embora desse mundo. O que me faz pensar: se a vida é um sonho, morrer é dormir?
Hoje em dia, os defensores de uma ideologia parecem crianças mimadas que batem o pé e não admitem que alguém possa pensar diferente. Tem até gente que se explode para explodir junto quem pensa diferente. O mundo está ficando insuportável, superficial e tão medíocre… Um tédio. Os jovens? Esses não sabem mais nem quem foram os Beatles. Preferem ocupar escolas do que estudar.
Estão querendo acabar com a liberdade de pensar e usam o ego-marketing: se você é progressista você é melhor do que os outros, mais sofisticado, chic, informado, mais bonito, um ser superior.
Isso funciona muito bem com quem tem algum complexo de inferioridade oculto. Quem pensa diferente merece ser menosprezado.
Ainda bem que eu tenho poucas e tão boas companhias. Mesmo à distância, estamos em contato, de coração para coração.
Quase sempre menos é mais em tudo (desculpem o lugar comum). Fico triste, mas nunca infeliz. A Dra. Nise da Silveira, grande e querida amiga do Tomaz, que tomava chá na casa dela todas as semanas, dizia para ele que todos sofremos perdas e as pessoas mais normais eram as que enfrentavam as suas perdas e sabiam lidar melhor com elas.
É o que eu tento fazer, lidar com as perdas à minha maneira. Procuro me cercar de coisas belas, cheirosas, queridas, ouço boas músicas, leio livros escritos pelas pessoas mais interessantes ao longo dos séculos, faço pratos deliciosos, pinto aquarela…
O que eu faço é o certo para mim, mas, como eu também digo brincando de non sense, assim como são as pessoas são as criaturas. Cada caso é um caso.

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