Conjunção de Júpiter e Saturno

Além da conjunção de Júpiter com Saturno em 0º de Aquarius, hoje começa o Verão no Hemisfério Sul e o Inverno, no Hemisfério Norte.

Como ontem o céu estava coberto de nuvens, posto foto da Nasa (com teleobjetiva e outra minha, como se vê no céu um pouco aumentada) desse fenômeno astronômico e astrológico.

Digo que essa não é a estrela dos três reis reis magos nem por um decreto. Só se for dos reis magros. Como tudo que a extrema imprensa inventa, o brilho a olho nu dos dois planetas distantes é muito chinfrim, ou mixuruca, como se diz na gíria, para guiar alguém. Só aumenta com telescópio.

A minha Estrela de Natal é resplandecente e anuncia um milagre, não sei como é a de vocês rsrsrs. Sem falar que estrela tem luz própria, por isso brilha, e planetas tem luz fixa, porque apenas refletem a luz do sol.

Aqui, o verão começou com uma tempestade. Um espetáculo de luz e som, raios e trovões. Hoje também comemoramos o solstício de verão no Hemisfério Sul, o dia mais longo do ano. E o solstício de inverno, no Hemisfério Norte, o dia mais curto do ano.

O Natal está chegando e é e será sempre uma comemoração muito especial, pois celebra o nascimento do menino-Deus.

Este ano, mais do que nunca precisamos de um renascimento espiritual e de muita boa vontade, num mundo conturbado e assolado pelo vírus das mentiras que parecem verdade.

A esquerda, que em vez de comemorar nascimento comemora aborto, resolveu cancelar e proibir o Natal. Só o deles, que não acreditam mesmo. O meu e do Tomaz ninguém vai cancelar nem proibir. À meia-noite, vamos dar as mãos e cantar Noite Feliz, Tomaz e eu, como aprendi pequenininha e para sempre, com a minha amada avó. As pessoas amadas ausentes estarão nos nossos corações.

Para comemorar posto o Soneto XVIII de Shakespeare, o mais lindo, que eu adoro e sei de cor. Com tradução.

Soneto XVIII — Traduzido por Péricles Eugênio da Silva Ramos

A um dia de verão como hei de comparar-te?
Vencendo-o em equilíbrio, és sempre mais amável:
Em maio o vendaval ternos botões disparte,
E o estio se consome em prazo não durável;
Às vezes, muito quente, o olho do céu fulgura,
Outras vezes se ofusca a sua tez dourada;
Decai da formosura, é certo, a formosura,
Pelo tempo ou o acaso enfim desadornada:
Mas teu verão é eterno, e não desmaiará,
Nem hás de a possessão perder de tuas galas;
Vagando em sua sombra o Fim não te verá,
Pois neste verso eterno ao tempo tu te igualas:
Enquanto o homem respire, e os olhos possam ver,
Meu canto existirá, e nele hás de viver.

Sonnet XVIII

Shall I compare thee to a summer’s day?
Thou art more lovely and more temperate:
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer’s lease hath all too short a date:
Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimm’d,
And every fair from fair sometime declines,
By chance, or nature’s changing course untrimm’d:
But thy eternal Summer shall not fade,
Nor lose possession of that fair thou ow’st,
Nor shall Death brag thou wander’st in his shade,
When in eternal lines to time thou grow’st,
So long as men can breathe, or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.

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