11 de agosto de 2022
Colunistas Lucia Sweet

Em nome da governabilidade?

E os analistas comentaram nos EUA que o maior legado do Trump foi colocar a Suprema Corte Americana de volta nos trilhos. Como? Nomeando juízes de carreira estelar.

Os progressistas legislam para impor suas agendas que não conseguem aprovar no Congresso. Um juiz precisa ater-se à Constituição.

Aqui Bolsonaro cedeu à política. Cercou-se de maus conselheiros. Mas elegeu-se com o apoio dos filhos, principalmente do Carlos. Deveria ouvi-los mais.

O que podemos fazer? Eleger senadores que façam o impeachment de cada lagostíssimo ministro que cometa crimes de responsabilidade & outros.

Esse Kássio com K vai ficar mais de 20 anos na colenda corte. Com o curriculum que tem. Não é como um ministro de Estado ou um assessor que o Presidente possa demitir. Desanimador.

Sim, tenho todo o direito de criticar mais uma nomeação política de ministro para o STF. Critico veementemente.
Acredito que tenha sido mais um erro do Presidente.

Afinal, ele não é infalível, haja vista moro Macunaíma, vendetta, Bebianno, Coelho de suplente do Flavio Bolsonaro, e ex-aliados como Peppa, a candidata do bacon à prefeitura de SP, major Olimpio, Soraya Thronicke, fruta, santos cruz e tantos outros.

Isso não quer dizer que eu tenha passado a apoiar FHC, Lula, Dilma, Boulos, Freixo, Tiro Gomes, lagostíssimos ministros et caterva.

Isso quer dizer que eu lamento profundamente mais do mesmo para os próximos 20 anos.
Uma oportunidade perdida de nomear um desembargador isento, de notório saber e decisões consistentes com a Constituição, a ética e a moralidade. E não alguém que votou contra a extradição de um terrorista italiano assassino, que seja contra a prisão em 2ª instância, por exemplo.

Alguém elogiado por Gilmar Mendes e o presidente petralha da OAB. Fez, fica.

Aviso que quem vier defender moro Macunaíma na minha linha do tempo e dizer que o Presidente fez isso para defender a família será bloqueado.

Acredito que o Presidente tenha feito essa escolha em nome da “governabilidade”. E continuo não acreditando nesse tipo de “governabilidade” .

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Jornalista, fotógrafa e tradutora.

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