O Bicho


Baseado na obra de Lygia Clark, “O Bicho”, a apresentação do homem nu no MAM está gerando uma contenda entre os artistas, ativistas contra e a favor da censura, moralistas e libertários.
Só que a versão dela era de dobradura de metal, peça que se modificava ao ser manipulada. (vide ilustração da coluna)
Quem organizou essa exposição e usou o tema com um homem nu conseguiu o que queria: mídia!
Caiu como uma luva no confronto de ideias, ideologias e conceitos que sacodem as Redes Sociais.
Quando há nudismo, sempre há reações; em especial, neste caso, que envolveu crianças.
A mãe, que estimulou a filha a tocar o peladão, também quis tornar pública a forma sem preconceitos como a educa. E vai saber se não estava no script (hipótese minha). Mas que reação ela esperava? O brasileiro é conservador, ponto.
Não se trata de quem vive nas grandes capitais, mas no país como um todo. Não se faz uma revolução comportamental na capital paulista, dentro de um museu.
Não encontrei arte na apresentação, mas uma tentativa de forçar mudança de atitudes opondo as pessoas como se aquelas que “não aprovaram ou não gostaram” são contra as expressões artísticas, a favor da censura ou caretas e carolas de carteirinha. Pura manipulação.
Duvido que, por livre arbítrio, a menina tocaria no cara nu. Acho que apenas acatou a ordem da mãe.
Nada contra corpos nus, masculino ou feminino, mas em nossa sociedade o verdadeiro tabu é a forma como se erotiza tudo.
O nu masculino é velado enquanto o feminino é explorado para vender de tudo.
Eduquem seus filhos para acabar com o machismo e então haverá transformação social.

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