Desespero de causa


A insanidade não tem limites para a militância petista. Está na web um vídeo em que Gleisi Hoffman manda para a agência de notícias árabe Al-Jazeera, do Qatar, uma denúncia aos palestinos para que lutem em defesa do “preso político brasileiro”, Lula.
No mínimo curioso. As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) estão mais perto, já que é para convocar guerrilhas para defender seu chefe processado e condenado não é? Acaso ela pensa que todo palestino é do Hamas? A demanda palestina é pelo reconhecimento de seu Estado como país no Oriente Médio, não para abraçar causas fantasiosas daqui.
Os palestinos que estão no Brasil convivem pacificamente com judeus numa mesma rua há quase um século e não estão preocupados em defender bandidos do país. O que não quer dizer que não tenham suas convicções e lutas como povo ou que achem ou não que uma resistência armada seja uma saída para fundear uma pátria livre. Não é essa a questão.
Em reconhecimento à causa, Lula doou um terreno de 16 mil m² para a construção de uma embaixada da palestina em área nobre do Distrito Federal, no qual foi erguido um prédio com a aparência de uma mesquita. O fato causou estranheza nos meios diplomáticos porque a Palestina não é reconhecida oficialmente como país, em especial devido à contenda com Israel e aliados. Em troca, o Brasil recebeu local para uma embaixada em Ramala.
A questão não é ser contra ou favor da causa palestina, o povo curdo também luta pelo mesmo motivo na região, mas do que está travestido na fala de Gleisi. Uma tentativa de provocar uma reação internacional, colocando sob suspeita o regime democrático brasileiro e a legislação, que levou Lula à prisão e, óbvio, cobrar o “favor”.
Oras, os brasileiros acompanharam todo o processo de Lula à exaustão e não têm o menor interesse em dar crédito aos devaneios dos líderes petistas.E, certamente, nem no exterior. Todo mundo lê.
A reação à atitude de Gleisi veio da senadora Ana Amélia Lemos, do Rio Grande do Sul, na própria tribuna. Óbvio que houve um bate-boca. Gleisi acusou a colega de xenófoba, de ser contra os povos árabes blá blá. A mesma tática de subestimar a inteligência do outro, com discurso sobre direitos humanos etc e torcer o pepino até virar pó.
Como porta voz de Lula e presidente do partido, Gleisi segue a cartilha do chefe, de vomitar sandices contra os opositores, mas é péssima oradora. Todos os que sabiam falar estão atrás das grades. Aí a militância acode com a ressalva de que ninguém conhece as causas do povo árabe, aulinhas arrogantes que só vão até o parágrafo dois porque é preciso estudar muito para compreender um universo tão diverso como aquele.
Se o “doce delírio” de Gleisi não colar, ainda há as alternativas de convocar o Estado Islâmico, Al-Qaeda e Boko-Haram, já que petistas são chegados em guerrilhazinhas. Aliás, estes não estão nem aí para mulher que fala grosso, nem que fala fino.
Mas calma senadora de nariz em pé! Logo, a senhora será uma “presa política” também, poderá colocar isso no seu currículo e eleger como porta voz o amiguinho Linderbergh Farias. Boa sorte.

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