Foi o dia em que pedras e pedradas rolaram

A história da foto!

Eu era repórter de certa emissora, ali no início do início da carreira. E me transferiram para um projeto novo , uma espécie de jornal revista onde montaram uma equipe de ponta. Foi quando conheci o querido Enio Mainardi…. Ele , o ícone, um dos três maiores publicitários do mundo, jornalista, esbanjava classe e competência sempre com óculos escuros e parava a redação quando entrava.

O chefe da redação era um troço. Um meio careca histérico casado mas que agasalhava o croquete. E o par de jarro dele na chefia era uma magrela pavorosamente feia e desengonçada casada com outro chefinho , um zarolho, que comia uma repórter burra, casada e que saiu do Vídeo Show para entrar nesse projeto de “Jornal Revista”. Ganhava horrores, era burra mas “dava conta do recado”.

Vai vendo onde eu me meti…

O tal que dava ré no quibe odiava duas novatas. Eu e uma outra repórter. E toda semana mandava que cortássemos, pintássemos, o cabelo no salão onde a emissora tinha permuta. Mas ele deixava lá a ordem sobre o que fazer com a nossa cabeleira. E uma semana era cabelo vermelho, na outra louro. Ficávamos horríveis.

Claro, eu e essa repórter não éramos da turma mas ele tinha que nos engolir por ordens de cima. Só que vivíamos um inferno! E gente novata não pode piar.

Daí fui eu fazer a entrevista com Ron Wood.

A Exposição do Stone

Para quem não sabe o guitarrista é um grande artista plástico e pintor. A família dele toda é dessa área. E ele ia abrir a exposição dele em São Paulo. Eu já ia na festinha à noite com os amigos ingleses. Outro dia eu conto sobre os amigos ingleses. Sempre gostei das pessoas mais velhas. Acho que nasci no passado…

Par de Periquitos

Ah, Ron Wood e a cabeleira de periquito arrepiado.

Pois acordei, olhei o cabelo escuro pavoroso da última sessão de tortura e meto a tesoura na franja.

Isso… Eu com esse cabelo de índio Patachoca nos jornais principais, entrando ao vivo em horário nobre. Que tal?

E Ron Wood aí na foto às 9 da manhã com o “patrocinador na mão”. E chorou as pitangas do chifre que levou da mulher com um jogador do Liverpool.
Ele, a namorada argentina do saxofonista dos Stones, que deveria ser aliás um deles porque está na banda desde sempre, um repórter do SBT, viramos amigos.

Depois a mulher do Ron chegou. E com o “patrocinador” na mão. E já tinha idade para ter juízo, mas ali entornando o caneco e com uma saia que nem eu aos 4 aninhos usava. Passei o dia resolvendo os problemas do casal, evitando que arrancassem a cabeleira um do outro.

Tempos depois, Ron Wood terminou o casamento de décadas por causa de uma russa de uns 19 anos.

O que interessa? Never give up. Nunca desista. Resista! Não se perca de si mesmo.

Ah, desde sempre ninguém manda em mim.

Não por muito tempo. Como eu era “foca” no jornalismo, engolia sapo. Mas uma hora a casa cai.

Fiquei feia com vontade, SIM!

Feia mas feliiiiiz da vida…

Ri alto e fiz o “brócoli com quibe”, aquele incompetente, ficar histéricaaaa…. E quando ele me viu ao vivo berrava para não colocar mais no ar… não podia trocar por outro repórter porque fiquei amiguinha do Ron…

Vingança é um prato que se come frio, mas quente também. Fervendo…

It is only Rock’n Roll , but I Like It…

E isso é só o começo!

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