17 de abril de 2024
Joseph Agamol

Paul

Gosto de pensar que existe uma dimensão contígua à nossa, onde a história se desenrola, se “desenovela”, sem fim, como uma imagem dentro de um espelho, dentro de um espelho…
Às vezes, a sensação de existência desse mundo é tão real, consigo imaginá-lo tão próximo, que seria possível esticar o dedo e furar a membrana que nos separa, fina como pele de ovo.
E, se eu pudesse ter esse vislumbre desse mundo análogo, veria, o tempo todo,
Michael Jordan voando rumo à cesta,
Freddie Mercury fazendo o clip de Spread your wings,
Tolkien rabiscando o Hobbit,
Churchill ensaiando seu discurso mais famoso,
Pelé chorando na copa de 58,
Tom cantando com Sinatra,
Clint Eastwood deixando a barba de três dias para gravar a Trilogia dos Dólares…
A crença na existência desse universo paralelo onde a beleza é eterna e os grandes repetem sempre as suas histórias me consola um pouco da fealdade e aridez estética dos tempos de hoje.
E, nesse mundo, todos os dias, John Lennon conhece Paul McCartney, ainda garotinhos.
Parabéns, Paul.
E obrigado, cara.
Joseph Agamol

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *