O que é ser conservador?

Foto: Herbert van der Beek
Roger Scruton tem um livrinho, pequeno em volume e imenso no conteúdo, chamado “O que é Conservadorismo?”, no qual mapeia, de maneira brilhante – como em tudo, aliás – as trilhas que levam ao Conservadorismo.
Eu, tão distante do brilhantismo de sir Scruton quanto, sei lá, um nematelminto de uma águia dourada, defino conservadorismo de uma forma não muito convencional.
Porque penso o Conservadorismo não como uma ideologia tradicional – e sim como uma NÃO-IDEOLOGIA. Não é fácil definir o que conservadores são, porque ser conservador é tão intrínseco ao ser humano, que nasce-se e cresce-se conservador.
O conjunto de leis morais, paradigmas, conceitos éticos, o que for, é tão inerente à humanidade que se torna algo orgânico, natural. Faz tanta parte do que é ser HUMANO, enfim, que é difícil dissociar: como uma árvore específica em meio ao bosque.
Eis porque é simples, até simplório, apaixonar-se pelas ideologias revolucionárias: elas oferecem um ALVO a ser atacado – uma vítima. Ao passo que aos conservadores cabe a manutenção. Defender. Proteger. Conservar, enfim.
Conservadores permanecem ocultos em dias de paz, à espera apenas do momento em que serão convocados, em meio à turbulência e ao caos revolucionários, para trazer de volta ao rumo, manter o prumo, o que esteve prestes a se perder.
Mais ou menos como as lendas sobre o rei Artur e Dom Sebastião – ou sobre como Winston Churchill foi convocado para salvar a Inglaterra na Segunda Guerra Mundial.
As ideologias revolucionárias são como chacais, abutres e hienas.
Conservadores são jaguares que mergulham fundo em busca de salvar o que merece proteção.

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