9 de agosto de 2022
Colunistas Joseph Agamol

O Natal que parou a guerra

Foi no Natal de 1914.
A Primeira Guerra Mundial tinha começado há apenas 5 meses.
Os dois lados em disputa eram liderados por Inglaterra e Alemanha. Quando quase não havia mais avanço, os adversários se refugiaram em quilômetros de trincheiras, cavadas nas frentes de batalha.

Na noite de 24 de dezembro, ingleses em suas trincheiras começaram a cantar canções de Natal. Os alemães ouviram e começaram a cantar também. As vozes se misturaram. Em um dado momento, um soldado – alemão? inglês? – se levantou e saiu de sua trincheira.

Em breve, alemães e ingleses emergiram de seus túneis e confraternizaram. Trocaram presentes. Chocolates. Rações de guerra. Cartões postais. Até jogaram futebol! Mas o mais importante: trocaram HUMANIDADES, em um momento de desumanização extrema.

A Trégua do Natal de 1914, como passou a ser chamada, nunca mais se repetiu. Os Senhores da Guerra passaram a reprimir ferozmente qualquer movimento nesse sentido. Os horrores do conflito se intensificaram – até seu fim em 1918.

Mas houve luzes e houve cantos e houve, ao menos por um momento, a reconquista de algo que se considerava perdido: a reumanização. Houve trocas de presentes: houve troca de Luz.

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Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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