21 de abril de 2024
Veículos

“Populares” com desconto e híbridos GWM em alta

O carro popular está mesmo de volta?

O governo federal anunciou que vai mesmo pôr em prática um programa de incentivo para a venda de automóveis que custem até R$ 120 mil. A ideia é reduzir a carga de impostos o que, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), vai diminuir o preço desses carros em até pouco mais de 11%e pode proporcionar um aumentonas vendas de carros no Brasil em até 330 mil unidades num ano.

Hoje, os automóveis novos mais simples e baratos (como o Renault Kwid acima e o Fiat Mobi abaixo) custam mais de R$ 65 mil. Com o desconto, a estimativa é que saiam por pouco menos de R$ 60 mil. Sinceramente, não creio que um desconto dessa magnitude será suficiente para provocar uma corrida às concessionárias. Afinal, a imensa maioria dos brasileiros compra seus carros a prazo, com pequena entrada e financiados em prazos muitas vezes bem longos. E os juros por aqui, como sabemos, andam na estratosfera… Nesse cenário,apesar de todo o confete e da serpentina, a coisa não é assim tão atraente.

No final das contas, acho que quem tem realmente alguma – mas, mesmo assim, nem tão grande assim – vantagem com esses descontos são aqueles que já têm um carro mais ou menos recente, e que podem aproveitar a ocasião para dar esse carro com parte do pagamento na troca por um mais novo. Assim, não precisarão financiar muita coisa, isso se não forem mais organizados e tiverem feito antes uma reserva para poder pagar a diferença à vista – que é a melhor opção, claro.

Mais carros, mais poluição?

Basta aparecer qualquer notícia de estímulo à compra de carros novos para, automaticamente (e não totalmente sem razão) surgirem as críticas contrárias. E, agora, alguns dos que são contra a medida argumentam que, se mais gente a comprar carros baratos, as emissões de gases poluentes nas cidades vai aumentar. Sem considerar o que opinei nos parágrafos anteriores, por um lado, é verdade, mesmo, que, com carro mais barato, gente que hoje usa transporte público poderia mudar para o “modal” individual, que polui comparativamente mais. Por outro, porém, quem tem um carro velho e mais poluente, e o troca por um novinho, que já se encaixa nas exigências mais recentes em relação às emissões de gases, vai passar a poluir bem menos também. Na pior das hipóteses, acho que ficar tudo no zero a zero.

Enquanto isso, mais acima da tabela…

A Great Wall Motors do Brasil, GWM, festejou ontem em entrevista coletiva, a entrega de 960 unidades de seu modelo Haval H6 (na foto) – nas versões HEV (híbrido, que custa hoje R$ 214 mil), PHEV e GT (ambas híbridas do tipo plug-in, recarregáveis em tomada, custando até R$ 315 mil) durante o mês de maio. Segundo a empresa, isso significa que seu SUV vendeu mais do que as versões híbridas do sedã Toyota Corolla e do também Corolla Cross.

Com mais mil unidades do H6 chegando de navio por esses dias e sendo capaz de entregar os carros sem fila de espera, a GWM espera manter a boa performance, colocando seu modelo no alto do pódio dos veículos eletrificados mais vendidos no Brasil. A marca, que começou suas operações contando com seis concessionários, deve completar 25 pontos de venda “físicos” (lojas e representantes em shoppings, por exemplo) até o final de junho e planeja fechar 2023 com 52 deles.

Sem esconder suas ambições – e otimismo, claro –, os executivos da Great Wall reafirmaram, também, que, quando sua fábrica em Iracemápolis, SP (na foto abaixo e que, antes, pertencia à Mercedes Benz) estiver em operação, poderá produzir aqui no país até 100 mil unidades por ano, parte delas endereçadas à exportação.

Fonte: Rebimboca Comunicação

Henrique Koifman

Jornalista, blogueiro e motorista amador.

Jornalista, blogueiro e motorista amador.

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