23 de fevereiro de 2024
Carlos Eduardo Leão Colunistas

Queridas FFAA

(Brasília – DF, 17/04/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro durante Cerimônia Comemorativa do Dia do Exército, com a Imposição da Ordem do Mérito Militar e da Medalha do Exército Brasileiro. Foto: Marcos Corrêa/PR

Essa carta foi escrita pela razão com a indissociável ajuda do coração.

Queridas FFAA,

Os senhores acreditam em sonho? Sonho é um conjunto de imagens, de pensamentos ou de fantasias que se apresentam à mente durante o sono. Nessa última noite sonhei com os três patronos das FFAA cuja conversa, ainda vívida na minha memória, passo a relatar-lhes.

“Caxias, tanto eu como o nosso Joaquim Marques Lisboa estamos muito preocupados com essa merda toda que tá acontecendo no Brasil. O que você tá achando, amigo?” “Meu caro Eduardo Gomes, como patronos de nossas Forças, temos que ter muita calma nessa hora. As FFAA de qualquer nação são a garantia da lei, da ordem, da pacificação e da sagrada soberania pátria. E quando falo de lei, falo da Constituição Federal – soberana, incontestável, indiscutível e, sobretudo, inviolável.”

“Acho que a origem de todo problema brasileiro está na inobservância dessa responsabilidade máxima de proteção à Constituição e, principalmente, do cego cumprimento daquilo que lá tá escrito por parte daquela “Casa Suprema”. 

“As FFAA agem sempre com inteligência, onde prudência, estratégia, responsabilidade, paciência e “timing” sustentam o sucesso de suas ações. O que diferencia os militares dos outros mortais é o alto nível de disciplina que entranha seus cromossomos, sua alma e pensamentos. É tanta que foge ao entendimento humano e, por vezes, são taxados de frios e insensíveis pelo povo, razão maior de sua existência.”

“Caxias, faço apenas uma pergunta. Na nossa época éramos mais unidos e fomos mais resolutos em relação à hoje ou é impressão minha?” “Joaquim, prefiro não responder. Não é hora de levarmos aflição a aflitos. As FFAA devem ater-se à sua missão, ao “timing” correto, confiar no seu supremo comandante e incentivar o povo às suas portas”.

Acordei assustado mas entendi essa conversa como algo saído da razão, portanto sem paixões ou sentimentos próximos ao coração. Acontece, minhas queridas FFAA, que patriotismo é uma sensação nobre e estreitamente ligada ao amor. O que os senhores estão assistindo junto aos seus portões, Brasil afora, nada mais é do que um dos mais emocionantes momentos já vistos pelos humanos na Terra. 

Amor pátrio é algo sublime que diferencia indelevelmente qualquer povo e qualquer nação. O patriotismo brasileiro, tão adormecido em nossos corações, foi lindamente despertado pela força de um homem solitário que insiste em livrar o seu povo do arbítrio de inconsequentes e levá-lo irreversivelmente à liberdade, maior patrimônio dos homens de Deus.

O clamor desse grito de socorro está embasado na razão. O patriotismo acordou o brasileiro que enxergou com total clarividência os impensáveis desatinos acontecidos nestes últimos quatro anos culminando com o mais improvável dos desfechos, muito além de suspeitos e totalmente ferinos à moralidade.

Não se trata apenas das incongruências encontradas nas urnas, o que já seriam suficientes para a anulação do pleito, mas de quem supostamente ganhou. Portanto, o compromisso dos senhores em ouvir, entender e agir frente ao brado de mais da metade do Brasil vai além da razão que, por sua vez, não sobrevive sem o coração. 

Embora isso não passe pela minha cabeça, uma insensibilidade pátria nesse momento pelos senhores das Forças, determinará a morte de um pedaço de cada um de nós. Nesse pedaço estão a esperança, o patriotismo e a confiança no Brasil como povo e nação. 

Agradecido por me lerem, despeço-me com um respeitoso abraço de admiração, confiança e estima.

Carlos Eduardo Leão

Cirurgião Plástico em BH e Cronista do Blog do Leão

Cirurgião Plástico em BH e Cronista do Blog do Leão

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