29 de fevereiro de 2024
Adriano de Aquino Colunistas

Barroso e o descrédito eleitoral

Imagem: Google Imagens – Brasil247

Dias atrás, o ministro Luis Roberto Barroso disse para uma plateia de estudantes alemães que militares tentam “desacreditar” o processo eleitoral brasileiro e que “ataques ao sistema eleitoral são totalmente infundados”.

As forças armadas contam com milhares de integrantes de alto escalão, no comando das três armas.

Se o ministro não cita nomes e patentes dos militares que tentam ‘desacreditar o processo eleitoral’, sem classifica o tipo de ataque militar em curso, a informação pode gerar pânico de consequências imprevisíveis.

Quem viveu muito lembra que tempos atrás, um presidente da republica, eleito pelo voto, o que não é o caso do ministro Barroso, anunciou ao mundo que ‘forças ocultas’ – justificava-se então não citar nomes, posições sociais ou patentes – moviam-se nas sombras não apenas para derrubá-lo, mas impedir que o vice-presidente, também eleito, assumisse o poder.

O resto da história todo mundo sabe.

Como o cidadão brasileiro – não apenas as plateias europeias e as norte-americanas- devem entender o êxtase anti golpe militar (sic) do ministro Barroso?

Hoje, denúncias vagas, que não apresentem provas, não citem nomes e patentes dos amotinados, quando ditas pelo cidadão comum contra as altas autoridades da justiça, podem levá-lo a escalar instâncias, e tombar em processos gerados no próprio STF.

Uma alta autoridade da república, pode sair pelo mundo alardeando mais uma grave ameaça à sociedade brasileira, gestada na caserna?

Um Ministro do Supremo pode levantar suspeitas generalizadas contra outra instituição da república ,sem nomear os amotinados e apresentar provas?

Como essa declaração será tratada?

Não se trata aqui da opinião de um cidadão comum,de um ativista hostil às forças armadas.

Será apenas mais uma banalidade diluída no ar, em meio às várias manifestações nocivas à vida política nacional?

Mais um show inconsequente de estrelismo judicial?

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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