4 de julho de 2022
Adriano de Aquino Colunistas

A difícil convivência com a mídia

Imagem: Google Imagens – Notícias sobre saúde – Estadão – (meramente ilustrativa)

Há casos em que não se aplica uma crítica à imprensa brasileira na sua missão de submeter uma noticia a campanha panfletária contra um candidato.

A IstoÉ, se destaca entre todas as demais por extrapolar as regras elementares do jornalismo. Como tornar um sujeito considerado tosco pelos núcleos intelectuais nativos, em um hábil manipulador político que convence um cara cascudo como Putin,a invadir a Ucrânia😂?

Afinal,Bolsonaro é um asno, uma águia ou um híbrido dos dois animais? Decidam!

Não há espectador-leitor que resista a roteiros tão medíocres.

Ainda que o consórcio da mídia transite nessa mesma via de forma um pouco mais discreta, eu acho que os editores da citada revista já descartaram completamente qualquer vinculo com os fatos e partiram para a fuzarca marqueteira do ‘diferentão’.

Todos sabem que com advento da internet a grande imprensa vem perdendo dia a dia a importância de outrora. Isso não acontece apenas no Brasil.

A crise da grande imprensa é global. Alguns tradicionais veículos de comunicação mantêm as mesma características.

No Brasil, as empresas que antes eram tidas como conservadoras, a ponto de apoiar abertamente o regime militar e serem vistas como simulacros midiáticos de ‘house agency’ publicitário, hoje, por motivos que muitos suspeitam de tão evidentes, essas grandes empresas de comunicação ostentam oposição ferrenha contra o governo.

A coisa ficou tão escrachada que pouco importa se a noticia é favorável ou não ao governo.

Qualquer nota, até a mais chinfrim, tem que ter um ‘nariz de cera’ moldado na intenção de demonizar o que poderia ser bom e super dimensionar o que é uma atitude ruim do governo.

A imparcialidade foi pras cucuias em prol de interesses políticos e econômicos circunstanciais.

Qualquer um pode ver isso nas milhares de criticas à imprensa que transitam no ‘feed’ de notícias desse site.

As redações se converteram em ‘aparelhos’ ativistas, lotadas de militantes progressistas. A qualidade das matérias desabou vertiginosamente. Desabou a ponto de tornar risível a pauta de matérias diárias sobre a vida e a fortuna de ‘influencers’ digitais, denominação, aliás, cunhada nas próprias editorias da grande imprensa.

Panfletários!

A IstoÉ, se destaca entre as demais.

Talvez, quem sabe, a empresa está se posicionando na vanguarda do que será o futuro ‘geral e irrestrito’ do que um dia foi o eixo do bom e respeitado jornalismo.

Caso a campanha da grande imprensa venha a se consolidar e o arqui-inimigo seja derrotado, quanto tempo levará para o consórcio de mídia e seus aliados políticos voltarem a ganhar liquidez de antes, com recursos públicos?

Essa premissa é a famosa e tradicional pauta sigilosa do ‘toma lá dá cá’ entre governos e os grandes empresários da comunicação.

Suponhamos que no calor da vitória, os eleitos resolvam adotar a bravata retórica do controle social da imprensa e restrinjam a dinheirama despejada pelos governos em propaganda nos veículos de comunicação?

Quanto tempo você imagina que essa mesma imprensa, que hoje os apoia, se converterá em oposição acirrada?

Ah! Esquece!

O ‘virtual’ candidato já eleito pelos Institutos de Pesquisa da grande imprensa é um cabra fácil,aberto a todas as ‘jogadas’ de poder.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 Mam/ Rio de Janeiro, Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da Funarj, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /Funarte e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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