
Desde o fim da Segunda Guerra o mundo experimentou uma evolução tecnológica que, em milênios de civilização não conhecera. Nunca, tanto em tão pouco tempo, nos fez progredir e viver uma nova era de sonhos futuros e imediatas realidades.
O ocidente vivia seus anos dourados traduzido no comportamento e costumes, nas artes e cultura, sempre, inspirado na estética e na moral greco-romana.
Algumas nações engatinhavam, enquanto outras, já caminhavam com suas próprias pernas, no caso, o chamado Primeiro e Terceiro mundo, onde, nós, fomos e nos inserimos, quase, que por uma autodeterminação em estar sempre na vanguarda do atraso.
Mas num processo de osmose, tentávamos nos manter enxergando esse farol à nossa frente, e progredir, aos trancos e barrancos, mas seguir.
O Brasil através de Juscelino Kubitschek, cunhou o slogan: “Cinquenta anos em cinco” e, como uma locomotiva sempre em frente, fez surgir uma onda de otimismo no país, com a indústria automobilística, novas estradas, uma inserção no cenário internacional inesperada com a conquista da copa do mundo de futebol, como também, novos estilos musicais; Bossa Nova e a Jovem Guarda, que, revelou no seu expoente, o jovem Roberto Carlos, o rei do “Iê Iê Iê”, vogais que agrupadas revelam nossa mediocridade, um balbuciar de um recém-nascido.
Por que me lembrei de Roberto e dei essa volta toda? Porque nesse período, ele compôs um grande sucesso da época: O Calhambeque.
O calhambeque bipbip, quero buzinar meu calambeque bipbipbibip.
Ele deixara um carro conversível na oficina, um Cadillac, o sonho de consumo de uma época em que, ter um automóvel era o suprassumo, ter um Cadillac, era ser Deus.
Teve emprestado, a contragosto, pelo mecânico, um velho carro enquanto seu Cadillac estivesse em reparo. A partir daí, todas as garotas que o ignoravam, apesar do conversível, passaram a desejar estar seu lado.
Esse movimento musical era o oposto da Bossa Nova, requintada e inovadora, que lançou o Brasil no mundo da música com um reconhecimento inédito.
Bem, de novo, dei uma volta, para chegar no ponto que considero ser o alvo do texto: a miséria musical, esse adjetivo chega a ser um elogio se falarmos dos personagens que hoje fazem sucesso no Brasil. Claro, que para algo ou alguém ser sucesso, precisa de consumidores, ativos e passivos e, aí, que a porca torce o rabo e vaca se engasga tossindo.
A teoria de que tudo evolui no desenvolvimento da espécie humana, aqui, tem uma contradição e prova, de forma inequívoca, que Darwin se equivocou redondamente.
Recentes pesquisas demonstraram que nos últimos 30 anos o QI médio do ser humano retrocedeu, involuiu.
O QI médio do brasileiro é de 84, enquanto, outros países, a média é de 104 ou até mais. De uma maneira geral, evoluiu menos do que vinha evoluindo.
Me fez lembrar daquele meme onde acompanhamos toda a cadeia evolutiva, desde os Homo Habilis, Australopithecus, homo erctus, até o homo sapiens, daí a fila retorna ao ponto de origem por que deu errado.
Imagino que esse ponto de volta, se deu com o advento do PT, depois de seu quinto governo e, por obvio, no resto do planeta, através de seus irmãos siameses.
O Calhambeque, creio, que me fiz entender, mas falta explicar o meteoro.
Roberto Carlos e seu movimento na Jovem Guarda, faz parecer, diante de um cenário atual, de Anitas e Pablos (e)Vittar, ter sido um suspiro de inteligência e bom gosto, me dá vontade de ouvir o Calhambeque com fone no ouvido e no máximo volume. Roberto é ou seria, o nosso Mozart.
Cada vez mais esses espantos e deformidades, quase naturais, que abundam nosso cenário, tanto musical como cultural e de qualquer outro segmento artístico e produtivo, me faz desejar arduamente reduzir nosso tempo planetário, orando para que o meteoro, já em nossa galáxia, nos livre desse sofrimento e nos dê a chance de, ao menos, retornar ao ponto de origem na fila evolutiva.
Recomecemos do zero, mas sem esquecer dos erros anteriores… .
PT nunca mais!

