
O serviço secreto da ditadura infiltrou o alcaguete na comunidade de dissidentes chineses em Nova York. A réplica de dissidente parecia original.
Tang era cidadão naturalizado americano e, aos poucos, se tornou figura proeminente na comunidade.
Ele agia como autêntico. Defendia os direitos humanos e criticava o politburo, participava de protestos contra a ditadura chinesa em frente ao Consulado Chinês no bairro de Manhattan, em Nova York. Era, como muitos produtos chineses, muito parecido com dissidentes originais.
Tang foi fundador do Chinese Democracy Party Eastern US Headquarters Inc., com sede no Queens.
Tem uns caras importantes, aqui no Brasil, que são fãs de ditaduras e também se disfarçam de defensores da democracia,
mas, réplicas tabajaras são mais escrachadas.
Aos 68 anos, Tang, a réplica chinesa de alcaguete montado pelo PCC e vendido em Nova York, foi descoberto e preso. Agora aguarda a condenação, como informa a matéria a seguir.
Epoch Times
Fundador do grupo pró democracia de Nova York se declara culpado de espionagem para a China
“As operações secretas do réu violaram a soberania da nossa nação e ameaçaram a segurança dos nova-iorquinos”, disse o procurador dos EUA Jay Clayton.
Fundador do grupo pró-democracia de Nova York se declara culpado de espionagem para a China
O Departamento de Justiça em Washington em 7 de agosto de 2025. Madalina Kilroy/The Epoch Times
Frank Fang
Um chinês que mora na cidade de Nova York se declarou culpado de espionar seus colegas ativistas em nome da agência de inteligência do regime chinês, anunciou o Gabinete do Procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York em 16 de setembro.
Tang Yuanjun, 68, cidadão naturalizado americano, foi uma figura proeminente na comunidade dissidente chinesa da cidade de Nova York, tendo participado de protestos em frente ao Consulado Chinês no bairro de Manhattan, em Nova York, e fundado um grupo pró-democracia, o Chinese Democracy Party Eastern US Headquarters Inc., com sede no bairro de Flushing, no bairro de Queens.
Apesar de sua atuação pública contra Pequim, Tang estava trabalhando secretamente sob a direção do serviço de inteligência chinês para coletar informações sobre seus colegas dissidentes sino americanos, de acordo com uma declaração de culpa feita em 16 de setembro.
Como parte da declaração, Tang admitiu uma acusação de conspiração para agir como agente de um governo estrangeiro.
“Durante anos, Yuanjun Tang abusou da confiança que havia conquistado entre ativistas pró democracia na cidade de Nova York e nos Estados Unidos ao aceitar secretamente tarefas de agentes de inteligência chineses e reportar sobre pessoas de interesse da [República Popular da China] e eventos conduzidos em apoio à democracia(…)As operações secretas de Tang violaram a soberania dos EUA e ameaçaram a segurança dos nova-iorquinos que exercem seus direitos fundamentais à liberdade de expressão e de associação. A prisão e julgamento de Tang, confirma nosso profundo compromisso em proteger os ideais americanos da influência estrangeira maligna”, afirmou o procurador dos EUA Jay Clayton em um comunicado.
Tang foi preso em Flushing em agosto de 2024 e posteriormente acusado de atuar como agente do Partido Comunista Chinês (PCC) nos Estados Unidos de 2018 a junho de 2023. Durante esse período, Tang concluiu “tarefas” sob a direção da principal agência de inteligência da China, o Ministério da Segurança do Estado (MSS), disseram promotores federais.
Um agente do MSS encarregou Tang de fotografar e registrar protestos locais contra o PCC, incluindo um evento em 2023 em Manhattan em homenagem às vítimas do Massacre da Praça da Paz Celestial, de acordo com um documento judicial .
Tang entregava os dissidentes autênticos para o PCC. Entre os ‘alvos’ estão advogados de imigração sino americanos que trabalham para ajudar dissidentes a obter asilo político, afirma o documento judicial.
Tang desertou para Taiwan em 2002 e mais tarde recebeu asilo político nos Estados Unidos, após ter passado 12 anos em uma prisão chinesa por seu envolvimento nos protestos estudantis de 1989 na Praça da Paz Celestial, de acordo com o jornal taiwanês de língua inglesa Taipei Times.
De acordo com o Ministério Público dos EUA, a sentença de Tang está prevista para 29 de janeiro de 2026

