
A cubana Berta Soler, líder das Damas de Branco, é um ícone da luta pela liberdade. Ela é admirada e respeitada, não apenas por seu povo, mas por pessoas de todo o mundo que prezam a democracia e os direitos humanos.
Berta recebeu na quinta-feira da semana passada, das mãos de Radoslaw Sikorski, Vice-primeiro-ministro da Polônia, o Prêmio Solidariedade Lech Walesa.
Para não fugir à regra, o merecido premio foi o suficiente para despertar a ira da camarilha do regime cubano. E, como sempre, de forma patética.
Miguel Díaz Canel, presidente de Cuba e Bruno Rodríguez, Ministro das Relações Exteriores estavam na China quando receberam a noticia. Faz sentido!
China, o país totalitário mais rico do mundo, onde a democracia é um vírus contagioso que deve ser isolado da população, o ditador Canel e o ministro Bruno Rodríguez, desferiram ofensas à Polônia, acusando-a de se submeter a Washington.
Faz mais sentido ainda!
O ditador Canel e seu auxiliar Bruno, imersos na cultura da submissão, outrora à União Soviética, agora, à China, acusem a Polônia do que eles mesmos são, marionetes.
Na maior elegância, Sikorski, que já havia respondido a uma mensagem de Rodríguez nas redes sociais, enfatizando que o prêmio é concedido àqueles que “lutam pacificamente pela liberdade e pela democracia”, com um gesto magnânimo acrescentou: os cubanos também “merecem” ambas.

