
O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou com promessas de reconstrução, pacificação e retomada da esperança. No entanto, ao que tudo indica, o que se vê é um país em marcha lenta… ladeira abaixo. E agora, os números confirmam o que já se percebia nas ruas e nas redes: a confiança popular está escorregando junto com o prestígio do governo.
Uma nova pesquisa do Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, mostra um cenário preocupante — e nada animador para o Planalto. Apenas 28% dos brasileiros classificam o governo Lula como ótimo ou bom, um recuo de 1 ponto percentual em comparação com o levantamento anterior, de abril.
Já a fatia que considera a gestão ruim ou péssima subiu para 40%, representando um aumento de 2 pontos. O índice dos que avaliam o governo como regular caiu para 31%, e apenas 1% não soube responder.
Os dados, colhidos em 136 cidades com mais de 2 mil entrevistados, indicam que o eleitor começa a dar sinais de cansaço — e decepção.
Os discursos inflamados, antes celebrados, agora soam como reprises de um roteiro já conhecido. O que antes era visto como experiência e capacidade de articulação, hoje se confunde com acomodação e falta de pulso firme diante dos desafios nacionais.
Na economia, a lentidão das reformas estruturais e o discurso oscilante entre o populismo e o pragmatismo vêm afastando investidores e esfriando as expectativas de crescimento.
Na segurança pública, reina o improviso. E na política externa, a retórica ideológica muitas vezes pesa mais que os interesses estratégicos do Brasil. Não se trata aqui de torcer contra, mas de constatar: o governo Lula 3, até o momento, não conseguiu convencer que é capaz de entregar mais do que palavras. E, como bem sabemos, promessas não enchem a geladeira nem pagam o boleto.
O povo brasileiro, resiliente e paciente, não é ingênuo. Sabe reconhecer quando está sendo ouvido — e quando está sendo apenas usado como figurante de um teatro político cansado.
A queda na aprovação é, portanto, um alerta. Um sinal claro de que não basta viver de glórias do passado, é preciso governar no presente e com responsabilidade para o futuro.
Lula ainda tem tempo para reverter esse cenário, mas para isso, é preciso trocar o palanque pelo planejamento, e a retórica pela ação.
O Brasil já desceu ladeiras demais. Está na hora de encontrar a subida.

