1 de maio de 2026
Adriano de Aquino

Sobre o envio de tropas americanas a Los Angeles

(DAMIAN DOVARGANES/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Li tantas tolices no Facebook, sobre a explosão de violência que tomou Los Angeles de assalto, que fica difícil escolher qual ‘análise’ de usuários brasileiros era a mais estúpida.

Os comentários de norte-americanos ou mesmo de imigrantes legais que tive oportunidade de ler e acompanhar são mais ponderados.

Ainda que existam divergências, elas são tratadas nos debates de forma equilibrada, pois diz respeito a um tema crucial para o bem estar social.

Porém, mesmo as divergências partidárias entre “democratas/anti trumpistas/republicanos”, trabalhadores e imigrantes legais, convergem para um ponto central: a imigração ilegal crescente é um assunto grave. Para muitas pessoas é gravíssimo.

Na sua campanha Trump foi incisivo nesse tema.

Muitos analistas consideram que essa promessa de campanha foi um dos fatores que trouxe muitos votos ao candidato, consagrando sua monumental vitória nas urnas.

É vergonhoso, para dizer o mínimo, que brasileiros acostumados com o patrimonialismo longevo, políticos demagogos e promessas de campanha que jamais se cumprem – nem mesmo um bife de picanha se materializa -, dar lição de moral (sic) aos eleitores norte-americanos e festejarem a arruaça em Los Angeles como o tendão de Aquiles do “império” – sim, eu juro que li isso – e desgraça política do ‘laranjão’.

Realmente! Aqui, a empáfia disputa território com o recalque de intelectualismo subdesenvolvido.

O Brasil é modelo de democracia federativa e de sólida segurança jurídica capaz de fazer os norte americanos babarem de inveja?

Li também entre ‘experts’ brasileiros em democracia(sic) que, ao convocar as tropas militares para intervir na insurreição em Los Angeles, Trump estaria tomando uma atitude incomum de viés autoritário para contenção dos distúrbios.

Já vivi o suficiente e vi muitas coisas na vida para, no fim da noite, perder tempo útil rebatendo tanta porraloquice/papo de militância de botequim e ativismo Tabajara, lançando hipóteses sem qualquer fundamento concreto, prevendo, inclusive, o fim do ‘Império’- é pra rir mesmo – e a execução do Imperador Trump.

Então, recorri à IA e perguntei: há registros recentes do uso das tropas regulares norte-americanas em conflitos sociais de larga escala ou esse, agora adotado por Trump, é o primeiro caso?

Eis a resposta:

“Sim! Tropas do exército norte-americano foram enviadas a campus universitários para conter protestos contra a Guerra do Vietnã. A escalada dos protestos e a crescente oposição à guerra levaram a ações de repressão por parte do governo, incluindo o envio de tropas para os campus.

Elaboração: protestos antiguerra: a Guerra do Vietnã gerou um grande movimento de protesto em diversas universidades dos EUA. Os estudantes e outros cidadãos se opunham à guerra, criticando a violência, as mortes e a prolongada presença do exército americano no Vietnã.

Greves e manifestações: em 1970, houve greves em massa em universidades e escolas, com milhões de estudantes participando.
A manifestação antiguerra se intensificou, com grandes marchas e protestos em diversas cidades, como a marcha até o Pentágono e os protestos perto da Casa Branca.

Repressão estatal: a resposta do governo foi a utilização de força policial e militar para conter os protestos. Tropas do exército foram enviadas para alguns campus, como a Universidade de Kent, onde um tiroteio resultou na morte de estudantes.

Tensão social: a guerra do Vietnã, a repressão e o crescente desgaste social levaram a uma crescente tensão e violência em alguns locais, com tiroteios e outros incidentes envolvendo estudantes e policiais.

Consequências: a guerra do Vietnã teve consequências significativas na história dos Estados Unidos, incluindo o fim da guerra, o impacto na opinião pública e a revisão da política militar e de segurança nacional.”

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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