29 de maio de 2026
Adriano de Aquino

Aqui não!

O ‘aeroplano do amor’ que custa uma FABula ao cidadão brasileiro para transportar o clã da Silva por cruzeiros de conto de fadas mundo afora, teve negada a permissão de varar o espaço aéreo da Estônia.

Amorim, o anão diplomático, achou que o romântico casal brasileiro, que só irradia amor por onde passa, tornaria inexpressiva as diferenças políticas entre Estônia e Rússia.

A verdade é que a ambição expansionista do czar Putin não se restringe à Ucrânia. É uma ameaça verdadeira aos países da região.

Lula, mais uma vez, achou que “uma cervejinha, um papinho e uma fotinha” para álbum de família, abraçado com Putin, com Janja ao lado, e estar em um palanque ditatorial com os ‘mandachuvas’ de países sob o tacão de regimes autoritários – a imprensa chama de lideres- neutralizaria qualquer desavença entre os países vizinhos com a Rússia e repercutiria bem para os aldeões do seu reino tropical.

O anão diplomático, rebocado na comitiva amorosa, achou que era bobagem passar por cima da Estônia. Afinal, para ele, a crise Rússia/Estônia era coisa do passado.

Só que não.

O tratado de “Não Agressão Germano-Soviético e seu Protocolo Adicional Secreto de agosto de 1939” deram à Rússia a oportunidade, em 24 de setembro de 1939, de ameaçar a Estônia por terra, mar e ar, a menos que as tropas russas fossem autorizadas a estabelecer bases militares na Estônia. Isso deu início à ocupação da Estônia, que só terminou com a queda da URSS. Em 6 de setembro de 1991, o Conselho de Estado da União Soviética reconheceu a independência da Estônia.

Voltar a esse status seria um pesadelo ucraniano para Estônia.

Com o magnifico desfile do poderio militar, que agora acontece em Moscou e a presença de ‘manda chuvas’ de países sob jugo de regimes totalitários, as autoridades da Estônia acharam melhor se posicionar publicamente em relação às sociedades do mundo livre, negando o acesso ao seu espaço aéreo ao equipamento da FABulosa caravana do amor.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.