A Noruega e o Fundo de Conservação da Amazônia

A Noruega não aceitou os termos do ministro do meio Ambiente para destinação do Fundo de Conservação da Amazônia.

Um dado chama atenção nessa barafunda: As ONGs ficam com cerca de R$ 800 milhões deste. Nas prestações de contas já verificadas, grande parte desses R$ 800 milhões foram para “despesas de operação” – salários, viagens, workshops, congressos e palestras.
Faz todo sentido, porque a situação é a mesma há anos. Se existe degradação, ela não começou há seis meses. A situação piora quando o discurso das ONGs é um e dos índios que elas dizem proteger é outro. As ONGs defendem que a cultura indígena seja totalmente preservada, com seus métodos medievais de sobrevivência.

Na outra ponta, os índios querem saúde, educação para seus filhos, condições para plantio, incluindo aí sementes, treinamento, assistência e, claro, querem também energia elétrica, televisão e telefone celular. Acho digno, afinal, são brasileiros também e coexistem num sistema democrático. Nação Indígena é o senhor cacete.
Pergunta: podem as ONGs manter os índios no isolacionismo, expondo-os aos riscos que isso insere? Elas têm esse direito? E pior, com seus discursos preservacionistas de araque, elas colocam populações indígenas contra as populações urbanas. Há todo um trabalho (narrativa na linguagem mais à esquerda) de convencimento dos índios nesse sentido.
Se o Fundo destina-se à conservação da floresta e redução do desmatamento, por que a situação da floresta, segundo os ambientalistas, só piora?
Evidentemente as nobilíssimas intenções dessas centenas de ONGs que gravitam por aquelas áreas não são exatamente republicanas. É muito dinheiro envolvido.
Agora, o ministro da Noruega anunciou que não aceita os termos do ministério do Meio ambiente.
Ok, é uma prerrogativa dele. Mas aqui ele não pode cantar de galo. Ele não pode, por questões de soberania, interferir nas políticas públicas de meio ambiente. O fato de eles terem destruído as florestas deles não lhes dá o direito de querer controlar as nossas.
É óbvio que vão encontrar uma solução salomônica, mas até onde eu sei, a Amazônia ainda é território brasileiro. E, por acaso, a Europa já confirmou que não participa do acordo de Paris. Ora, como assim, seu chucrute? Faça o que eu mando mas não faça o que eu faço?
Acho que tá na hora de alguém bater o pauzinho na mesa.

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