Há 100 anos: 1º acidente filmado em corrida quase mata o Chevrolet

Jornalistas têm mania de efemérides. Fuçamos a história atrás de datas redondas, fatos memoráveis que possam render textos e imagens interessantes para nossos leitores. E não é que ontem, pesquisando algo bacana para postar aqui hoje descobri que o primeiro acidente de corrida filmado da história (na verdade, dois deles, veja no vídeo abaixo) aconteceu há quase exatos 100 anos, em setembro de 1919, em Coney Island, Nova York? E o personagem de um deles, tremendamente dramático, foi o piloto Louis Chevrolet – e sim, o nome dele tem a ver com a marca de automóveis.

Chevrolet, o piloto (1878-1941) foi co-fundador, em 1911, da Chevrolet (a marca) em sociedade minoritária com seu patrão em outra empresa, a Buick. O chefe era William C. Durant, o criador da General Motors (GM), mais tarde uma das maiores companhias automotivas do mundo (foi “a” maior durante muito tempo). Isso porque, além de pilotar, Louis era um talentoso projetista e criador de motores.

No tal acidente agora centenário, Chevrolet (ao lado) pilotava um carro Frontenac (o de número 7 no filme) em um daqueles circuitos ovais norte-americanos com jeitão de autorama. Àquela altura, as pistas era construídas em madeira e, a despeito da aparência rudimentar, as baratinhas que corriam sobre elas eram bastante rápidas para a época.
Imagine a cena: você está disputando uma corrida duríssima com outros caras tão doidos quanto você. Seu carro tem pouca estabilidade, direção imprecisa, respostas quase imprevisíveis nas acelerações e pouco ou nenhum freio. Daí, do nada, nota que seu carro começou a pegar fogo. Labaredas tão grandes, que você tem de colocar os pés sobre o banco para não se queimar, perdendo totalmente o acesso aos pedais. A mais de 100 km/h (as baratinhas de então corriam a quase 200 km/h), a única saída é… pular fora.

Louis Chevrolet em um dos carros que pilotou

Aparentemente, Louis conseguiu reduzir a velocidade tirando o carro da pista, batendo em seguida. O fato é que ele sobreviveu e ainda continuou disputando corridas por mais um tempo. Não sei dizer o que houve com o outro piloto, que aparece batendo no mesmo filme.
Embora a Chevrolet, a marca, tenha ido muito bem e, ainda hoje, seja uma das mais valorizadas do mundo; Chevrolet, o Louis, que deixou a empresa em 1917, quando ela foi absorvida pela GM terminou a vida praticamente pobre. Morreu em casa, do coração, algo diferente de boa parte de seus colegas de pistas naqueles tempos heróicos e cheios de acidentes – como aquele de 1919.
Fonte: Blog Rebimboca

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