Ar-condicionado: esta é a hora de fazer a revisão


É primavera, e além da canção de Cassiano e Silvio Rochael, celebrizada por Tim Maia, a chegada dessa estação poeticamente inspiradora sempre me faz lembrar do… ar-condicionado do carro. Sei que tal associação não é lá muito romântica, mas explico: do meio do outono em diante, até mais ou menos meados de outubro, esse utilíssimo equipamento costuma ser bem menos usado e exigido que o habitual, mesmo aqui no Rio. Daí que, só quando os dias mais quentes voltam para valer, muita gente descobre que aquele equipamento quase salva-vidas não está funcionando muito bem. Sim, confesso, isso já aconteceu comigo também e foi chato o bastante para se tornar inesquecível. E é por isso que, todos os anos, um pouco antes – ou seja, agora –, costumo dar uma geral no ar-condicionado. Quero contar com ele em sua melhor forma já no primeiro daqueles dias em que os termômetros registram números mais altos que a máxima permitida para certas ruas. Além disso, fazer a manutenção nesta época costuma ser bem mais barato que durante o verão, quando a demanda nas oficinas está mais aquecida (com trocadilho e leque).
No hemisfério norte, a primavera também é conhecida como a Estação do Pólen e, dada a grande quantidade de gente que é alérgica a esse subproduto das flores, a manutenção do ar-condicionado do carro e de seu filtro ganha ainda mais importância. Aqui nos trópicos, se esse problema é menor, há outro igualmente incômodo: o mofo e os ácaros que costumam se formar com a sujeira que se acumula nos dutos e no próprio filtro do equipamento. Além de trazer para dentro do carro um cheirinho estranho, eles atacam os motoristas e passageiros mais sensíveis sem dó nem piedade.

Pintou limpeza
A limpeza do sistema de ar-condicionado costuma ser especificada junto com o plano de manutenção que consta do manual do proprietário de todos os veículos. Ela geralmente é recomendada para cada 8 mil ou 10 mil km, junto com as revisões periódicas. Mas mesmo que essa quilometragem não tenha sido percorrida, longos períodos de pouco ou nenhum uso – como o do inverno em regiões mais amenas – são suficientes para que o sistema fique contaminado. Além disso, a falta de uso pode levar ao ressecamento de componentes e à perda do gás refrigerante, algo relativamente comum em carros com mais de quatro ou cinco anos de idade.
Se você deixou de ligar o ar durante muito tempo, o ideal, claro, é levar o carro até um especialista – há oficinas específicas para ar-condicionado e as concessionárias também costumam oferecer esse serviço – e fazer uma verificação geral de todo o sistema, incluindo a quantidade de gás e uma higienização. Mas um bom modo de evitar problemas mais sérios, adiar a necessidade de limpeza mais profunda e combater a formação dos tais fungos é se acostumar a acionar o ar-condicionado pelo menos uma vez por semana, por pelo menos 15 minutos, mesmo nos dias mais frios e especialmente depois de períodos de chuva. O ar frio é um inimigo natural dos fungos e o fluxo evita que a sujeira “cole” nos dutos criando um ambiente fértil para esses hóspedes indesejados, além de ajudar a eliminar a umidade na forração do carro.
Ligar sempre, o melhor remédio
E, claro, cuidando bem do ar-condicionado, além de preservar a sua saúde e a dos passageiros de seu carro, você vai melhorar muito as chances de se desgastar (e irritar) quando o calorão estiver lá fora.
Fonte: Blog Rebimboca

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