Diário da crise CLXXVIII

Belo domingo de primavera no Rio. No entanto, acho que as pessoas em muitos lugares estão se comportando como se a pandemia não existisse. Pouca máscara, aglomerações.

Uma boa notícia foi a retomada dos testes com a vacina de Oxford. Ao que parece, não houve interferência dela no problema de saúde de um dos voluntários.

Aqui no Rio continuam as notícias de corrupção, sobretudo problemas cruzados como o fato de Crivella perdoar irregularidades na casa de Romário para ter o apoio do jogador nas eleições. A coisa funciona assim. Uma pena.

Hoje dediquei uma parte de minha tarde para assistir ao jogo do Flamengo. Apesar de tudo que se fala do Flamengo, é um time muito mediocre e sonolento. Meus Deus, e dizem que é um dos melhores do Brasil. Estamos bem atrasados em relação aos europeus.

Se houver um jogo do Flamengo com o Bayern podemos contar com um 10 a 0. O Atlético de Goiás fez 3 a 0, o Ceará 2 a 0. Dá para imaginar o ataque do Bayern.

Acho que vou voltar ao momento posterior e ver, quando houver um tempinho, jogos da Europa.

Acho as vezes que existe uma diferença de tom nos EUA e Brasil a respeito dos incêndios. Na imprensa americana há muito mais discussão sobre causas e consequências.

O Pantanal em chamas é algo muito grave que deveria ter mobilizado o governo federal de forma ampla. As perdas são muito grandes.

Uma das coisas mais confusas que tenho seguido na mídia é o tema da volta às aulas. Parece que dessa vez, a justiça determinou a volta presencial.

Tenho a impressão de que se houver recursos e tudo o mais, o ano estará perdido. É indescrítivel a dificuldade das crianças pobres de seguirem aulas pela rede. As vezes, o material no telefone da mãe que é o único da casa e ela precisa trabalhar. Há lugares onde nem isso acontece.

As diferenças entre crianças pobres e de classe média começam antes mesmo da escola. Um dos projetos da Unesco era exatamente ensinar às mães pobres a estimular a inteligência das crianças para que não chegassem à escola já em desvantagem.

Esse projeto foi desenvolvido experimentalmente no Rio Grande do Sul.

Num ano de pandemia, a distância aumentou mais. E andando para trás na educação, dificilmente andaremos para frente como país.

Fonte: Blog do Gabeira

Notícias Relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *