Velho

O doutor Roberto Marinho, como ele gostava de ser chamado, achava engraçado dizer “…SE um eu dia morrer…” ao invés de “…QUANDO eu morrer…”.

Dizem que ele se gozava com frases espirituosas como essa. O doutor Roberto criou literalmente a TV Globo já na maturidade, velho – para usar a palavra certa.

É que ele mantinha os neurônios funcionando dentro da cabeça. E se fazia respeitar pela coragem intelectual e inteligência. Não precisava ser alguém que se orgulha de uma barriga tanquinho e do muque.

As pessoas, depois da juventude, costumam envelhecer – acredita? As que conseguem chegar até lá. É assim que natureza funciona.

E chega de rodeios: fiquei meio chateado, ontem, ao ler comentários a um post meu, que diziam na média “ concordo com o Enio mas não se pode esperar dele que se envolva fisicamente na oposição, organizando e articulando protestos.” Ou seja, ele está velho. Foi mais ou menos assim que foi dito. E eu entrei numa certa tristeza, descobriram que estou fazendo 85 anos!!!

Fiquei meio baleado por umas horas pensando que já me transformei em material pronto para descarte. Ora, que besteira a minha!

Claro que é assim mesmo, preciso reconhecer que não posso continuar sendo o que já fui. E tenho que me conformar (no sentido de tomar a forma) às condições de minha nova vida, realisticamente. Burrice seria pensar de outro jeito.

Foi o Gaiarça, grande psicanalista, que me disse uma vez “envelhecer é se repetir, no sucesso ou o fracasso”. Grande definição.

Envelhecer, sim.

Repetir-se mecanicamente, pensando, falando e agindo dentro dos clichês do passado, em defesa permanente – isso é deitar no caixão e esperar que alguém venha fechar a tampa.

Não existem “velhos”, nesse sentido, mas gente “convencional”, que não se arrisca mais a ser “surpreendente”.

Tem quem já nasce velho.

Nós, os que não somos assim, temos altas responsabilidades.

A de ajudar este país a sobreviver frente à ação corrosiva do PT e o resto de sua máfia.

No mundo sempre teve gente ruim. Os de agora não são diferentes dos do passado, aqueles que colocaram sua vaidade, prepotência imperial e malfazeja acima dos outros, impondo sua vontade para o alheio.

O Lula e sua malta vão para os quintos dos infernos, logo logo.

Nossa obrigação é apressá-los em sua saída, para minimizar os tremendos prejuízos causados pela sua ignorância e doença mental.

Cada velho que empunhe a sua inteligência para dar um novo giro à nossa história – no caminho de um jeito de viver mais sensato, mais humano.

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1 Comentário

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    Rute Abreu de Oliveira Silveira , 16 de julho de 2020 @ 19:55

    Amei o seu texto, Enio!!!!
    Parabéns pela lucidez e transparência nas suas falas.

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