Falando em passar vergonha no exterior

Quando fui à Europa, o primeiro país que visitei foi a Holanda, visto que fui pela KLM.

Hospedei-me num hotelzinho, se é que podemos chamar aquele local de hotel, com apenas seis quartos em dois andares com um único banheiro por andar. Uma fofura.

Tal hotel era administrado por duas senhoras.

Certo dia comentei com o meu Inglês macarrônico, com o dicionário na mão, que eu tinha sangue holandês por parte de mãe.

Aí, uma das senhoras me disse que agora entendiam o motivo de eu ser tão educada, gentil e fofinha, mesmo sendo BRASILEIRA.

Imagem: Google Imagens – YouTube (meramente ilustrativa)

Fiquei calada, porque não poderia iniciar uma discussão, sem dominar a língua local, muito menos o inglês em um país estrangeiro.

O que elas não sabiam é que o meu avô renegou o sangue holandês, por ser EXTREMAMENTE NACIONALISTA, e que toda a minha educação veio, em grande parte, do Maranhão e da Paraíba.

Não, não estou fazendo pouco do lado francês, jamais faria isso, mas o meu tempo de convívio foi maior com o lado materno.

O lado bom de ter ficado calada é que não paguei nenhuma despesa extra, nem mesmo uma garrafinha de Coca-Cola que tomei.

Depois pensei melhor é que me dei conta de que aquelas senhoras devem ter tido experiências desagradáveis com brasileiros.

Isso dói, isso dói na alma.

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