Nem todo imbecil é nazista…

Mas todo nazista é idiota.
Mais idiota, imbecil e nazista é quem acusou o aloprado Roberto Alvim de ser nazista.
Primeiro, ele não escreveu aquilo. Segundo, ele não sabia o que estava lendo. Terceiro, o cara pode estar meio doidão e lesado, mas não o suficiente para rasgar dinheiro (perder o emprego). Ainda mais porque, depois de “queimar vários de seus filmes” com a classe artística (sic), ele não está podendo dar-se este luxo.
Enfim, o cara agora, linchado, está na merda total e até então não entendeu o que aconteceu.
Descontaram tudo o que gostariam de fazer com Bolsonaro no pobre coitado.
E não é só Roberto Alvim, como os que crucificaram Jesus Cristo, que não sabia o que fazia.
99,9% das pessoas que rotularam e pegaram Roberto Alvim para Cristo nem sabem quem foi Joseph Goebbels.
269%, como eu, nunca ouviram a citação original de Goebbels.
Então, está mais do que na cara a sacanagem, a armadilha. O gaiato que escreveu o esdrúxulo e ridículo discurso, que tem nada de nazista, aliás, foi o mesmo que entregou Alvim às hienas, aos jornalistas.
Desde quando jornalista brasileiro sabe quando está com fome e quem foi Goebbels?
Roberto Alvim é vítima. Foi tolo, crente, ingênuo e até arrogante, menos racista e nazista.
E bem feito para ele que deveria escrever seus próprios discursos. O cara não é dramaturgo? Ou “apenas” diretor? Bom, agora, é o mosquito do cocô do cavalo de Hitler.
Logo ao conhecer o assunto, lembrei-me de outro nazista, que tem uma frase muito mais genial e famosa para a cultura: “Quando ouço alguém falar em cultura, saco o meu revólver.”
A frase, seria até mesmo de uma peça antinazista, de Hanns Jost, encenada em 1933, ano em que Hitler chegou ao poder. Mas acabou atribuída a Herman Göring, chefe da Gestapo e braço direito do Führer.
Pausa para lembrar que minha mãe nasceu em 30 de abril de 1933. E 30 de abril de 1945 foi quando Hitler, Goebbels e respectivas famílias mataram-se num bunker, em Berlim.
Voltando à frase, tem outra, ainda melhor, salvo engano de Millôr Fernandes: “Quando ouço falar em cultura, saco logo o meu talão de cheques”.
Alguém já chamou Millôr de nazista ou só de gênio?
Tadim do Roberto Alvim.
E olha que a frase ou citação de Millôr é muito mais ofensiva que a do revólver… Ela, há anos, mostra, claramente que, sem bestamente generalizar, artistas, promotores e agentes culturais só pensam naquilo: dinheiro! Dá-lhe Lei Rouanet!
Deixemos a cruz e a espada, quer dizer, o crucifixo e a foto do Bolsonaro na parede do Alvim e passemos a outro detalhe ainda mais pitoresco, a música, a trilha sonora do vídeo de Roberto Alvim.
O ex-secretário de Cultura, provavelmente aceitando outra linda colaboração do assessor “gente fina e sangue bom”, usou a abertura da ópera “Lohengrin”, do super alemão, gênio da raça ariana, Richard Wagner, compositor favorito de Hitler.
Grande coisa!
Vocês conhecem Woody Allen?
Sabem que Woody Allen é judeu?
Conhecem esta piada do Woody Allen? “Toda vez que escuto Wagner me dá vontade de invadir a Polônia”.
Polônia… 2ª Guerra Mundial… Hitler… Gueto de Varsóvia… O Pianista… Roman Polanski… Judeus… Estão ligados?
Alguém já chamou Woody Allen de nazista ou só de gênio?
Outra: Goebbels teria afirmado que a “arte alemã da próxima década será heroica” e “imperativa”, Alvim afirmou que a “arte brasileira da próxima década será heroica” e “imperativa”.
Heroica e imperativa rimam com nazismo?
Heroica, para mim, é a Sinfonia Número 3 de outro alemão, Beethoven que, por sorte, não era o preferido de Hitler.
Imperativa, para mim, está mais para o Carnaval que está chegando com o Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Serrano…
Bolsonaro é o presidente brasileiro que mais gosta e procura Israel. Mesmo assim o taxam de nazista e fascista. Aí vem o Alvim, que mal rima com Berlim, e vira alvo deste diabólico festim.
A mulher que Hitler tinha, mas não usava, chamava-se Eva. Então, Deus e Adão foram os primeiros nazistas?

PS: Fico devendo mais um capítulo de e da novela: Regina Duarte.

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