Jair com J de Jó e Bolsonaro com B de Buda


Até que enfim Bolsonaro perdeu a paciência que nunca teve. Ontem, com as melenas alvoroçadas, incorporou um tal de Johnny Bravo, disse que a imprensa quer o Brasil na merda e avisou aos navegantes desavisados e sem bússola: “A imprensa tem que entender que eu, Johnny Bravo, o Jair Bolsonaro ganhou, Porra!”.
Esta “porra” equivale ao “babacas” do Cid Gomes no já antológico, “Lula está preso, Babacas!”.
Tive que encarnar o Google. Johnny Bravo é uma série de desenho animado que nunca vi mais gorda ou magra. “Com o cabelo grande e roupas pretas apertadas, Johnny Bravo é conhecido por seus golpes de karatê, sua forte atração por mulheres e garotas bonitas. Apesar de sempre ser rejeitado, ele nunca desiste de encontrar uma namorada”.
O presidente, com P de Porra, não usa cabelos grandes como pudemos ver com seu barbeiro em ação; não usa roupas pretas apertadas, coisa “esquisitona”; que eu saiba, não luta karatê e, apesar da atração por mulheres e garotas bonitas, não precisa, não está procurando namorada.
O Bravo com B de Bolsonaro e Buda deve ser só pela braveza e bravura mesmo.
Há meses escrevi que, para mim, Bolsonaro estava muito paciente e bonzinho. Não combina com o estilo dele; levar porrada para casa e desaforo para a caserna.
Para mim, há muito tempo, bastariam um cabo de vassoura, dois dados e um Jeep Willys. Não confundir com Jean Wyllys, apesar do fujão apreciar um bom cabo e ser muito dado.
É a volta do conhecido “bateu, levou” do ex porta-voz de Collor, jornalista Cláudio Humberto.
Mas, haja paciência, levando o Oscar de curta!
Nunca vi um presidente ser tão criticado, massacrado diariamente, desde sempre e em tão pouco tempo de governo. Com a imprensa que temos, bonitinha, submissa, mas ordinária, há décadas; é até louvável ser criticado. Mas enche o saco.
Se pelo menos as críticas variassem, para quebrar o tédio! São sempre as mesmas, inclusive na imprensa estrangeira que parece trabalhar com e como ecos da nacional.
E tudo para quê?
Para um “gópi”!
Para um impeachment.
Pois podem tirar o cavalinho, a potra, a vaca que voltou do brejo e a cabra vadia da chuva.
Há 19 anos eu, infelizmente, falava, escrevia, sabia, pregava e ansiava pelo fim de Lula e PT.
(In)felizmente acertei. Ao contrário de muita gente, não torço contra o Brasil, nem quando morava fora daqui. Torço por minha família, amigos e este povo que só sabe quando está com fome.
Podem fechar o guarda-chuva. Porque vocês imaginam Bolsonaro preso por corrupção?
Imaginam Bolsonaro preso político?
Imaginam Bolsonaro preso sem provas?
Se (ainda) FHC, Dilma e Temer estão soltos, vocês acham que Bolsonaro faria 1% do que estes Três Patetas fizeram?
O psicopata acusa o outro do que ele mesmo é e faz. E no Brasil a psicopatia é corporativismo.
Nada mais preconceituoso do que rotular Bolsonaro como preconceituoso. O cara não pode abrir a boca e lá vem cacete.
Sou suspeito, claro, assumo. Votei nele e continuo 100% Bolsonaro, mas sem a paciência de Buda.
É duro dar o braço a torcer, porque ele pode até quebrar, mas tem conserto. O preconceito é que “quebrado, não tem mais jeito”.
O próprio Bolsonaro acaba de falar, ontem também: “Preconceito? O idiota que tenha a própria sociedade, quem está do lado, o afasta do convívio (…) o politicamente correto (…) agora, no Brasil não tem mais liberdade, onde é que nós vamos chegar? Nossa alegria de viver, neste país maravilhoso não pode mais contar piada (…) se contar piada pega três anos de cadeia, é racista, homofóbico…”.
Tentem rever as entrevistas de Bolsonaro, antes, durante e depois de eleito. A comunicação dele não é para principiantes e amadores do sempre citado e nefasto politicamente correto, das boas maneiras e infernais boas intenções.
Porém de coração e mente abertos, quem se dispuser descobrirá o presidente mais inteligente que já tivemos, desde D. Pedro II.
Nunca vi um presidente defender e muito menos praticar o básico do básico, como, por exemplo: a importância do Turismo (eterno desperdício no Brasil), as ferrovias (condição sine qua non para o desenvolvimento de qualquer País com P de Porra) e o óbvio do óbvio, que as commodities não são eternas, vão acabar e “nós vamos viver de que, de capim?”.
A vida não se resume a FEBEAPÁs.
Então, vão trabalhar, vagabundos!
Escrevi vagabundos, órfãos da boquinha e das mamatas, não desempregados que querem e gostam de trabalhar.
PS: Volta logo, 2022.
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