Divina Decadência sem Elegância


Eu estava me guardando para quando o carnaval chegasse, com mais de mil palhaços no salão.
Há anos eu guardava um texto, com muito cuidado. Uma profecia, tipo Nostradamus.
O texto está datado de 6 de dezembro de 2011, mas com certeza é bem mais antigo. Inclusive na Internet, com muito sucesso, mas também com muitas dúvidas sobre sua autoria e seriedade.
Depois o texto virou piada, chacota, como se fosse um trote. Foi desmentido e ridicularizado. Eu continuei levando-o a sério e numa gaveta virtual.
Agora, como todos poderão ler e podem ver, longe de uma profecia maluca ou de mais uma teoria da conspiração, a análise atribuída ao “professor de economia chinês Kuing Yamang sobre a Europa e o Brasil” é, no mínimo, um show de sensatez.
Kuing Yamang bem poderia ser o pseudônimo de um Roberto Campos, um Paulo Guedes, para escapar da chuva de pedras e bostas direcionadas à Geni. Vamos a ele.
Kuing Yamang, como eu, viveu na França e escreveu:
A sociedade europeia e das Américas está em vias de se autodestruir. Seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos.
Seus industriais fogem… porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa ou Américas; de seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.
Portanto, endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar ‘a conta’.
Os europeus se destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.
Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos “sangram” os contribuintes. A Europa e Brasil detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro “inferno fiscal” para aqueles que criam riqueza.
Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando, mas sim trabalhando. Porque, quanto mais se reparte esta riqueza limitada, menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas de governos desmoralizados. É uma inversão de valores.
Portanto, seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do… da China!
Dentro em pouco, “nós” (chineses) iremos ultrapassá-los. Eles se tornarão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacos de arroz…
Existe um outro cancro na Europa e Américas. Existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia e querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado…
Os europeus vão direto a um muro e em alta velocidade…
Bom. O texto do chinês acabou no muro. O meu retomo agora.
Desde que conheci a França, em 1982, o óbvio já era palpável. Há 39 anos, os franceses já eram correligionários do ócio. Recusavam-se a fazer o trabalho duro, o trabalho sujo…
Ser lixeiro, por exemplo, limpar o metrô – quando milhares de usuários enchiam os trilhos de guimbas de cigarro, hoje proibido – eram trabalhos para os imigrantes africanos.
Africanos das ex-colônias francesas na África do Norte, árabes e da África Negra.
E não queiram conhecer o que são as ex-colônias francesas, até hoje exploradas e dependentes da “metrópole”.
As leis trabalhistas serviam para tudo, menos para trabalhar. É o que Bolsonaro vive gritando e levando pedrada: “Querem todos os direitos trabalhistas, que sufocam os empresários? Então vão ter é desemprego”. Estes 13 milhões que estão aí, mas são muito mais. “Menos direitos? Mais trabalho, mais emprego”. Eu mesmo, aos 56 anos, nunca tive carteira assinada. Vou morrer trabalhando e ganhando mal.
“Lazer, entretenimento, ecologia e futebol”.
A Revolução Industrial que fez a potência econômica britânica foi feita com trabalho “escravo”, explorando crianças, mulheres e idosos.
Aí, Bolsonaro diz que ELE, quando criança, “quebrava milho”, na lavoura, no interior de São Paulo. Pronto! Virou apologista do trabalho infantil….
E antes que os imbecis de plantão me acusem de defender o trabalho infantil, coisa que abomino, lembro que nunca vi um cidadão convocar o Ministério Público para coibir crianças que pedem esmola e vendem de tudo nos sinais vermelhos.
Como também nunca vi real combate contra a prostituição infantil que grassa, principalmente, as grandes cidades, o Nordeste e o Norte do Brasil.
E juro que as crianças do tráfico, nas favelas do Rio, prefeririam ir para a Disney World, se soubessem o que é.
E as grandes marcas de moda da Europa que usam e abusam do trabalho infantil aqui, na África e na Ásia?
A agricultura na França do sabichão Macron não vive sem subsídios do governo. É cara e inviável. Por isso este medo da concorrência brasileira. Por isso, os franceses, na quarta maior economia do mundo, estão passando fome. Coletes Amarelos!
Já viram farmácias de bairro, as pequenas e antigas, sobreviverem à concorrência da Drogaria Araújo?
Na França, nos Estados Unidos, as grandes redes engoliram o pequeno comércio. A pá de cal foram as compras pela Internet.
A China, de quem todo mundo se borra de medo, até mesmo o Trump, vive de trabalho escravo. Trabalhadores lá, como em Cuba ou Coreia do Norte trabalham por centavos.
Mil outros exemplos deixariam – se já não deixaram – este texto enorme, logo, ilegível.
Por isso, apenas volto ao assunto Reino Unido e Brexit.
Os britânicos sempre estiveram na contramão da Europa; da mão contrária no trânsito, como o volante dos automóveis, até a moeda, a libra, que nunca quis ser euro.
Por isso, é o primeiro país a cair fora da União Europeia, aquele balaio de gatos ricos e vira-latas que já pensou em incluir até a Turquia!
Em 2014, revi uma Londres limpa, linda, rica e cheia de ordem. Brinquei com minha namorada: “Mais um dia aqui e esqueço Paris”. Cinco anos depois a brincadeira seria verdade.
No mais, a Amazônia é nossa e a Brigitte é do Macron, talkey?
ps: Vagabundos do mundo! Uni-vos e vão trabalhar!
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