Fetiche?

Dá pra chamar de fetiche uma fixação que a pessoa tem, mesmo que não seja de cunho sexual?
Porque eu acho que o que Fabrício Queiroz tem é uma espécie de fetiche.
Não pode ver uma mulher de sobrenome Bolsonaro que vai logo depositando dinheiro na conta dela.
Esse “vício” veio à tona em dezembro de 2018, quando o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apresentou um relatório afirmando que Queiroz teria depositado R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Seu Jair apareceu pra defender a esposa e disse que esse dinheiro era devolução de uma parte do empréstimo de R$ 40 mil que ele, o presidente, teria feito ao meliante, digo, ao ex-assessor de Flávio Bolsonaro.
Acontece que não há registro de saída desse dinheiro da conta de Bolsonaro e nem de entrada na conta de Queiroz. “Mistééério”, diria Cid Moreira com sua voz cavernosa.
E, para que o “mistério” não fosse desvendado (que mistério, que nada. Essa prática da rachadinha dentro do clã Bolsonaro já vem de longa data), esconderam o depositante bem escondidinho, para que a Polícia Federal não começasse a puxar esse fio.

Mas a esperança do presidente de dar um abafa geral na história não durou muito.
Com o sigilo bancário de Queiroz quebrado, começaram a aparecer cheques e mais cheques na conta da moça, que já está até sendo carinhosamente chamada de MICHEQUE pelos internautas.
Entre 2011 e 2016, foram depositados 21 cheques perfazendo um total de R$ 72 mil.
A não ser que o presidente assuma que é um agiota, e diga que R$ 32 mil são de juros, aquela desculpa esfarrapada do empréstimo vai pro espaço. (Já foi, Jair. Já foi!)
E a coisa não para por aí. Como Márcia Aguiar, a mulher de Fabrício, é dona de um coração enorme, também fez seus depositozinhos na conta da senhora em questão. O total dos depósitos feitos por ela e pelo marido chegam a R$ 89 mil.
E como merda quanto mais mexe mais fede, esta semana fedeu também pro lado da mulher do Flávio, Fernanda Bolsonaro. Descobriu-se que Fabrício Queiroz depositou mais de R$ 25 mil na conta dela. (A lá! Não falei?). O dinheiro teria sido usado para a compra de um imóvel. (Aliás, essa família deveria mudar de ramo. Parece que eles são chegados aos negócios imobiliários).
E, por falar nisso, outra Bolsonara beneficiada pelo benemérito senhor Queiroz foi Rogéria, a primeira ex-mulher de Jair e mãe dos zeros (à esquerda) 1, 2 e 3.
Foi apurado que na época em que era casada com o então deputado federal Jair Bolsonaro, a vereadora Rogéria já recebia algum por baixo do pano. Um dia, passando por Vila Isabel, zona Norte do Rio de Janeiro, viu um apartamento à venda e se interessou. Parou, olhou na bolsa e viu que tinha os R$ 91 mil (hoje, R$ 621,5 mil) pedidos pelo proprietário do imóvel e sem pestanejar comprou o apartamento, assim, como se compra pão na padaria.
Querem mais? Lá vem! Outra ex-esposa de Jair, Ana Cristina Valle, também deixou sua marca no ramo imobiliário. Em dez anos (de 1998 a 2008) ela e o então marido compraram 14 imóveis, avaliados hoje em R$ 5,3 milhões, sendo que cinco deles foram pagos em dinheiro vivo. (Só pra lembrar, à época ela era assessora do enteado, o vereador Carlos Bolsonaro.)
Nesse imbróglio todo, duas coisas me intrigam: essa tara do Queiroz em depositar dinheiro para as rachadinhas dos Bolsonaros (ops!) e o tamanho das bolsas que essas mulheres carregam! Haja costas quentes pra aguentar!
(Três, dois, um… Tô esperando pelo “ah, mas o Lula roubou muito mais”.
Já vou responder: bandido não se mede pelo montante roubado. Ladrão de galinha também é ladrão, talquei? E tem mais: dinheiro de rachadinha é dinheiro público. É dinheiro nosso!)

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