Chora mais!

hqdefaultFoto: Arquivo Google

Chorei, chorei, até ficar com dó de mim…” (Camarim de Chico Buarque)
Nesse episódio do impeachment todo mundo resolveu chorar. Dilma chorou, Cardozo chorou e até a Janaína chorou.
Em seu discurso de defesa, Dilma tentou arrancar umas lágrimas de si mesma, relembrando o tempo em que  foi presa e torturada, na época da Ditadura Militar instaurada no Brasil em 1964.
Não convenceu!
Não só pela falta de lágrimas a rolarem pela face, como pela falta de coerência.  Ela, que usou de todas as armas contra a Ditadura, é hoje pública, notória e BNDESicamente a favor de todas as ditaduras que insistem em resistir ao tempo.
A tal ponto de receber solidariedade explícita dos fiéis amigos bolivarianos, que pateticamente ameaçam rompimento de relações com o Brasil.
Quem é contra ditaduras, e acho que todos somos, é contra ditadura e ponto final. Seja ela de direita ou de esquerda.
E como se não bastasse idolatrar Fidel, Maduro, Evo Morales, e companhia bela, passou também a querer agir como eles. Se esqueceu de que temos um Congresso  para aprovar seus atos, e foi gastando nosso dindim sem consultar nossos representantes.
Cardozo também se debulhou em lágrimas. Estava profundamente triste porque estavam condenando uma “mulher honesta”. Seria por isso ou porque ele estava chegando aos 45 do segundo tempo e ainda teria de fazer mais seis gols prá ir pros pênaltis?
Seja qual for a razão, suas lágrimas de cebola também não convenceram!
Daí vem a Janaína e chora! Precisava?
Quem está com a sensação de dever cumprido e de ter aplicado devidamente a lei, não tem motivos para chorar. Chorou por quê?
Ela achava que, com suas lágrimas, iria amolecer um coração de pedra citando os netos da pessoa?
Se era essa a intenção, não funcionou! Logo após o impeachment Dilma  já saiu com seu discurso cheio de ódio e de ameaças.
Não, a jurista Janaína Paschoal não tinha motivos pra chorar.
Ela pode ter mandado Dilma pro cadafalso, mas livrou o Brasil inteiro do mal, amém!
Agora sobrou pro povo chorar a triste constatação de que quem manda mesmo nesse país, é um corrupto que atira, com balas de canhão, pra tudo quanto é lado, e pior, consegue seus feitos com a ajuda de um Juiz do Supremo.
E agora, o que nos resta?
Talvez cantar o resto da estrofe: “chorei, chorei, até ficar com dó de mim. E me tranquei no camarim, tomei um calmante, um excitante e um bocado de gim”.

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