Uma mentira dita muitas vezes vira verdade?

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A resposta sempre esteve – e está – na ponta da língua de políticos e partidos quando acusados de ilegalidades eleitorais: “As doações foram registradas na Justiça Eleitoral.” Se a sociedade já não digeria as declarações de políticos como Lula e FHC, para quem, acreditem, o Caixa dois não passa de erro menor, o que dizer da doação criminosa, maquiada em doação legal? Ainda bem que a Procuradoria Geral da República desconfiou da coisa, seguiu o dinheiro e o STF tornou réu o senador Valdir Raupp. Que seja o primeiro de muitos outros.
Esta decisão do STF onde este senador é processado por receber propina por meio de doações oficiais, foi correta. Para o relator, há indícios de que a doação foi propina disfarçada. Então, Srs. parlamentares, se estão perplexos, o povo está muito mais. Acho que deveria ser proibida doação a candidatos por pessoas físicas, também. Que os políticos vejam outro meio de financiar suas campanhas. Mas sabemos que, mesmo com essa proibição, eles encontrarão um caminho para driblar isto. A engenhosidade deles é inimaginável. Pena que não a usem para o bem do país e do povo.
O STF, através de sua 2a. Turma, decidiu que um candidato pode ser processado por receber propina disfarçada de doação de campanha declarada à Justiça Eleitoral. Seria uma das formas de dar aparência lícita a recursos obtidos de forma ilegal. O senador Jader Barbalho, vejam logo quem, reagiu: “Eu estou perplexo. A partir de hoje, tem que perguntar para uma cartomante se que o que é legal hoje continuará sendo legal daqui a cinco ou dez anos”. Barbalho, que ocupa cargos públicos desde 1966, não sabe? Cartomantes, senador? Basta seguir a Lei ou pergunte à sua consciência, se é que tem uma. Mas, dela, se possível, cobre honestidade.
Não digo que é lapidar a decisão do STF de que Caixa um não legaliza propina. Simplesmente é óbvia. Os políticos é que teimam em não entender que os velhos tempos são velhos tempos. Por bem ou por mal, o Brasil há de mudar.
Não há polêmica nem tecnicismos. Caixa um com dinheiro oriundo de propina é lavagem de dinheiro e corrupção. Logo, é crime e deve ser punido com tal.

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