O poder do Rio atrás das grades

Foto: Arquivo Google

Alguma coisa está mudando, não há como negar. A Lava-Jato veio pra ficar… há coisas emblemáticas acontecendo: já há alguns políticos e empresários corruptos na cadeia. Há ainda doleiros e marqueteiros também enjaulados. É  certo que alguns outros gozam de privilégios como prisões domiciliares e tornozeleiras, mas há também aqueles que ainda estão vendo sol nascer quadrado, o que espero que persista por muito tempo.
O caso do Rio de Janeiro é emblemático neste sentido. Neste momento estão presos ali por corrupção, 3 ex-governadores: Cabral, Garotinho e Rosinha e  3 ex-presidentes da ALERJ: Cabral, Picciani e Paulo Melo, além de secretários de governo. Estas prisões podem ser o começo do fim, ou de alguma coisa melhor. E quanto a nós? Vamos votar melhor?
Foram muitos milhões, à beira dos bilhões, o roubo que afeta toda a saúde, sem hospitais, clínicas da família, funcionários sem salário, pesquisas científicas sem bolsas, educação, um lixo! Ninguém me convence de que tanto dinheiro não daria para colocar em ordem essa catástrofe. Mas, infelizmente, o bolso desses sujeitos é que foram agraciados!
Péssimos sentimentos tomam conta de mim e acho que de boa parte dos brasileiros que sabem explicar de onde vem seu dinheiro. Raiva de classe política imunda e vergonha de ser brasileiro e, principalmente, carioca, onde a falta de caráter do homem público foi aprimorada. Cadeia é o que merecem esses cínicos. Enquanto isso, funcionários estão sem salários há quatro meses, sem falar do 13º do ano passado.
Nota-se claramente uma posição mais enérgica do Judiciário estadual, com a prisão de ex-governadores, deputados estaduais e atingindo a ex-primeira dama, que continuava vendo o pôr do sol todo dia de forma privilegiada, num escárnio para nós, que pagamos a maior carga tributária do mundo. Agora, faltam Luiz Fernando Pezão, Marcelo Crivella e outros. Faxina já, por um Brasil mais digno.
Em 1998, Sérgio Cabral, Anthony Garotinho, Rosinha e Paulo Melo aparecem em foto de mãos dadas e levantadas, evidenciando forte união. Infelizmente, o que os aproximou também os separou: a política. Que tristeza! Porém, agora, estão unidos de novo. Todos presos na mesma penitenciária. Que alegria! Acho que estão esperando os outros que já já estarão com eles. Que lá almocem e jantem juntos, tomem banho de sol juntos, e por lá fiquem por muitos anos, construindo uma memorável e, ao mesmo tempo, deprimente amizade.

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