29 de maio de 2024
Editorial

O fim do começo ou o começo do fim?

eelaFoto: Arquivo Google

Enfim, uma semana de boas notícias. Na presidência do STF, tomou posse a ministra Cármen Lúcia que, com simplicidade e austeridade, colocou em primeiro plano o primado da Justiça igual para todos. Eduardo Cunha, cassado, finalmente vai ter que se explicar ao juiz Sérgio Moro e esperamos que o desfecho de sua acachapante cassação possa inibir aventureiros dessa estirpe. O MPF ofereceu denúncia contra Lula, D. Mariza e outros 6 pré-réus. E, no plano internacional, promessa de paz com o cessar-fogo na Síria pactuado por EUA e Rússia. Tudo indo bem…
A casa caiu, ou melhor, a casa, o sítio e os containers. Por mais que Lula negue, são várias provas na denúncia, até fotos comprometedoras de que Lula era mesmo o dono do tríplex do sítio de Atibaia. Porém, isto é a ponta do iceberg de sujeiras promovidas por um projeto de poder, implantado com subterfúgio da ética e da moralidade, em 2002. O PT deixou órfã a esquerda brasileira e traiu seus seguidores e seus oponentes, pois quem pagará esta conta, ainda por vários anos, é o trabalhador. Mas a máscara caiu. Parabéns à Justiça, ao juiz Sérgio Moro e à sua equipe. Estamos virando a página.
Lula, em seu habitual discurso pop-bolivariano, abraçou o palanque de 2018 e aproveitou a sua forte retórica promocional sem tocar no mérito da denúncia contra ele. Defendeu-se das acusações do MPF, atacando a todos: Justiça, imprensa, “as elite” (sic), etc. Colocou-se na posição de vítima, falou de seu passado, quando até fome passou. Igualou-se a Tiradentes e chegou ao ponto de dizer que acima dele, em termos de popularidade no Brasil, só Jesus Cristo. Se o seu discurso chegar até o Papa, quem sabe, será candidato à canonização.
Tim Maia dizia ser o Brasil sui generis, pois aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúmes, traficante fica viciado e pobre é de direita. Se ainda fosse vivo, “o síndico” acrescentaria à sua lista mais uma excentricidade brasileira, já que Lula — autodenominado “o homem mais honesto do Brasil” — foi denunciado pela Lava-Jato por corrupção e lavagem de dinheiro. Somente no Brasil tal baluarte da honestidade pode ter a Justiça em seu encalço… Chame o síndico!!!
“O fim do começo.” Esta frase, título de um livro de Sir Winston Churchill, se aplica bem ao Brasil de hoje. No entanto, o impeachment de Dilma, exterminando um desastrado governo populista e pré-bolivariano, associado à massacrante cassação de Cunha e agora a denúncia oferecida contra Lula, sua mulher e mais 6 “cidadãos”, nos mostra o “começo do fim”.  Depois de longo e tenebroso inverno que durou mais de uma década estaria aparecendo para nós, brasileiros do bem, uma luz no final do túnel?

Valter Bernat

Advogado, analista de TI e editor do site.

Advogado, analista de TI e editor do site.

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