4 de março de 2024
Editorial

A farra já começou…

A esperança de muitos com relação a uma política econômica racional e responsável do governo Lula e de sua quadrilha, ops, partido, foi por água abaixo em menos de 15 dias desde o nefasto 2o turno. Aqueles que votaram na continuidade estão apavorados.

Foto: Sergio Lima/Poder 360

O molusco e o sistema petista já paralisaram todo o sistema financeiro do país, mesmo antes de sua posse. O mercado, obviamente, acusou o golpe. Investidores estrangeiros buscaram alternativas óbvias: fuga de dólares e empresários brasileiros, com medo, engavetando projetos. Efeito: Bolsa cai e dólar sobe. A economia do país desabou feito um castelo de cartas e continua desabando.

A inconsequência e a irresponsabilidade de parte do povo brasileiro, de permitir o retorno ao poder desse retrocesso, cobrará o seu preço semeando desespero. E quem pagará mais uma vez? Quem será mesmo? Faz o “L” aí!!!

A ideia-base é, de cara, rasgar a Constituição – o que nunca é bom negócio – para emitirmos um cheque em branco, em nome do molusco, sob a desculpa de que “não devemos nos preocupar com teto de gastos e sim com o social”. Como podemos aceitar a liberação de uma gastança sem precedentes e sem contrapartidas ao longo de seu mandato, em nome do social?

Vociferando como sempre, com muita raiva e sede de vingança, usando a desculpa esfarrapada, demagógica e populista de “olhar primeiro para o social”, o presidente eleito reclamou da repercussão negativa do mercado financeiro. “O mercado é muito sensível!”, disse ele. Como não sê-lo? “O mercado é assim… paciência!“. Ele não liga mesmo para o mercado…

Ele não aprendeu o que é responsabilidade fiscal, aliás, pior, nunca vai entender que responsabilidade fiscal é responsabilidade social! A sangria dos cofres públicos, desta forma, vai alimentar a inflação, que há pouco deixou o patamar de dois dígitos, os juros e a dívida pública.

A continuar assim, e deve continuar porque ele não sabe governar de outra forma, será como se viu nas outras passagens do PT pelo Planalto: colapso do crescimento econômico e escalada do desemprego, da miséria e da fome que ele promete combater.

Sim, é fundamental manter a transferência direta de renda às famílias necessitadas, mas é mais imperativo planejar como esta e outras despesas serão sustentadas no futuro.

O presidente eleito diz, em mais uma banalidade habitual, que “governos só controlam gastos por não se importarem com os pobres”.

Do mesmo modo, fala em metas de crescimento econômico, como se isso estivesse ao alcance de uma canetada do presidente. Besteiras deste porte põem em risco a retomada da atividade e do emprego, que surpreendeu positivamente neste ano apesar dos pesares. Como o governo petista de Dilma Rousseff desenhou para todo o país, a irresponsabilidade orçamentária é o caminho mais curto para a recessão. Já vimos isso e acontecerá de novo!

Ele não entende, ou não quer entender, que o mundo passou por dois anos de uma pandemia que matou milhões de pessoas, que tirou o emprego de outros milhões e fez encerrar muitas e muitas empresas, com a política do “fique em casa. A economia a gente vê depois”.

Quando o mundo tentava se recuperar, veio a guerra na Ucrânia. Cenário totalmente hostil. O Brasil está à frente do mundo. Há mais de 3 meses estamos com inflação baixa, aliás deflação… muito melhores do que países mais desenvolvidos como os EUA, França, Alemanha e o Reino Unido.

Não podemos perder tempo. Os compromissos econômicos e as providências do próximo governo devem ser apresentados já. A indicação dos nomes que vão carregar a economia devem ser indicados logo… lembram do Bolsonaro ainda em campanha? “Pergunte ao posto Ipiranga”! Pois é, os compromissos com a economia devem andar junto com a campanha e muito mais agora na transição. Não se pode deixar pra depois!

O início da transição com a proposta da PEC da gastança é muito ruim, mas não poderíamos esperar outra coisa, não é? A ideia de retirar o futuro Bolsa Família do teto de gastos é uma prova do que nos espera nos próximos 4 anos. Muito para o social e que se dane o mundo… “a economia a gente vê depois”. Quem não se lembra desta frase? E vimos no que deu.

Além disso, há uma pegadinha aí: se retirarmos este benefício do teto de gastos, como previsto nesta PEC da gastança, deveríamos reduzir o teto, porque senão haverá uma farra. Vejam só, se por exemplo, o custo do benefício for de 150bi, sobrarão 150bi abaixo do teto, possibilitando gastos desenfreados deste valor, legais porque estariam no teto e, portanto, legais. Perigo à vista!!!

Precisamos que o Congresso dê sua resposta, rejeitando esta proposta. Chega de omissão!!! Ou está no teto ou não é possível!!!

Sim, a farra já começou: a ida do molusco à Cop27 num jatinho particular, de um “amigo” (sempre eles), dono de uma grande rede de saúde, que fez doações generosas à campanha petista, foi preso na Lava-jato e fez delação premiada – é uma amostra do que teremos em seu mandato. Não importa se o jatinho foi cedido ou ele foi de carona. Favores deste tipo sempre têm preço. A velha máxima diz que “não existe almoço grátis”. A conta vem depois, e quem a pagará?

Outra questão é a “equipe de transição”. Atualmente já conta com quase 300 membros. Esta equipe receberá cerca de 18mil reais/mês, fora mordomias, pagos pela União, mas isso é previsto em lei… a farra não só já começou como continua… apenas aqueles que forem “nomeados” deverão ser remunerados. Alguém duvida de que todos o serão? (como eu já disse, não uso a mesóclise). Pela lei da transição, apenas 50 pessoas podem receber remuneração… os demais trabalharão de graça, ou estarão apenas “no mesmo barco”? É pagar pra ver quem trabalhará de graça… Mantega já pediu “demissão”. Comunicou à equipe de transição que não mais fará parte do grupo, visto que “os adversários querem tumultuar e criar dificuldades para o novo governo”. Como não criar?

Afinal, um povo que manteve no poder por mais de 13 anos o partido responsável pela quebradeira da maior estatal do país e pelo maior esquema de corrupção de que se tem notícia; que elegeu por duas vezes uma ex-guerrilheira pertencente a um grupo que queria implantar uma ditadura comunista pela luta armada e que leva hoje ao poder máximo, de novo, um condenado por vários tribunais em processos tornados sem efeito posto que executados em “CEP errado”, segundo a nossa maculada Corte Suprema, tem larga experiência em maluquices amnésicas…

Precisamos contar com nosso Legislativo!!! É a nossa saída!

Valter Bernat

Advogado, analista de TI e editor do site.

Advogado, analista de TI e editor do site.

1 Comentário

  • Rute Abreu de Oliveira Silveira 19 de novembro de 2022

    Belo editorial, como de costume.
    Resumindo amigo, que Deus nos ajude, pois termos como solução, depositar a nossa confiança nos nossos congressistas é desesperador.
    O Brasil não merece essa quadrilha de novo.
    Rute Silveira.

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