21 de maio de 2022
Vinhos

Uma Uva para 2017

Ano Novo, Uva Nova!

Clichês servem para isto mesmo, abrir um texto sem muita embromação. Mas será verdadeira esta afirmação?
Sempre que termina um ano, os mais importantes meios de comunicação, deste segmento, apresentam suas resenhas de melhores vinhos, novidades e outros acontecimentos importantes que ocorreram.
Nas primeiras edições do novo ano, aprecem uma série de “previsões”, muito calcadas no binômio cultura e economia de cada região produtora. Uma das maiores preocupações atuais é com relação à saída da Grã-Bretanha da Comunidade Europeia. Por ser um dos maiores mercados de vinho, todos os produtores que para lá exportam estão extremamente apreensivos, que o digam os franceses de Champagne…
Se tudo ocorrer como o esperado, vai sobrar vinho no mercado. A sobra do que seria absorvido pelo mercado inglês vai parar em outras prateleiras. Vem deste fato e ideia dos vinhos, com castas menos óbvias, aparecerem em lugares por onde nunca passaram.
Certamente o Brasil não será um destes destinos. Nosso poder aquisitivo anda muito baixo e nenhum importador, em sã consciência, vai trazer vinhos caros em 2017. A nossa tendência é manter a opção dos “bons e baratos”. Vamos continuar nas castas de sempre: Malbec; Cabernet Sauvignon; Tannat; Chardonnay; Sauvignon Blanc. Eventualmente alguma novidade.
Para a turma mais antenada, uma boa opção é ficar de olho nos brancos espanhóis elaborados com a casta Verdejo, da DO Rueda. Ótimos vinhos que vêm acompanhado de preços justos.
Dentre os espumantes, apesar dos nacionais serem ótimos, o Prosecco tem tudo para, novamente, ser a sensação deste ano. A Espanha, com suas Cavas, pode surpreender e se tornar a preferida de 2017.
Entre os tintos, há diversas boas opções para fugir do lugar comum. A primeira delas, e que parece ser uma tendência dominante, são os tintos leves, como os franceses Beaujolais e os do Vale do Loire, além dos conhecidos Pinot Noir, principalmente aqueles produzidos na região italiana do Alto Adige, com um custo bem mais palatável que os originais da Borgonha.
Uma das castas que está em alta é a Mourvèdre ou Monastrell, bastante conhecida por ser uma das varietais usadas no corte GSM. Infelizmente não é muito plantada na América do Sul. O Chile produz alguns raros e bons vinhos com ela.
Uma opção viável seriam os vinhos feitos com a Carignan ou Cariñena. Uma casta que está em alta, originando, no Chile, um clube de vinícolas dedicados a explorar toda sua potencialidade.
Ano novo, uva nova, que seria melhor expressada no plural: uvas!
Opções não faltam. Resta-nos encher as taças.
Saúde e bons vinhos!
Vinho da Semana: este Verdejo espanhol vale à pena.
Paso a Paso Verdejo Branco – $$
Coloração ouro pálida. Aromas frutado com notas de pêssego e mel. Paladar seco e concentrado, com uma boa separação dos sabores cítricos e doces.
Harmonização: Bruschetas, Vieiras, Truta, Terrina de vegetais, Salmão fresco, Frango Xadrez, Fricassé de frango, Galeto assado
Compre no: www.vinhosite.com.br

 
 
 
 

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Engenheiro, Sommelier, Barista e Queijeiro. Atualiza seus conhecimentos nos principais polos produtores do mundo. Organiza cursos, oficinas, palestras, cartas de vinho além de almoços ou jantares harmonizados.

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