Vergonha alheia


Não passa um dia sem que tenhamos razões de sobra para VA (uma sigla muito interessante, usada quando fica aquele mal-estar por que alguém abriu a boca e disse mais do que deveria e só disse o que não se aproveita, algo que só nos envergonha; e aí, sofremos de “Vergonha Alheia”…
Essa ministra dos Direitos Humanos – aliás, como se comprovou sobejamente, cargo mais que perfeito para ela – tão insatisfeita com seu salário de R$ 33.000,00 e poucos, que reivindica um “reforço” de R$ 21.000,00! Na verdade, eu só tinha reparado na sua figura por conta dos penteados entremeados de pelúcia colorida e por sua provecta idade…
Aliás, muita idade é uma das principais características dos componentes da quadrilha do presidente, todos bem velhos – e brancos – e que nem ao menos contam com o álibi de demência senil, uma vez que estão todos bem lúcidos, sagazes…e vorazes!
De resto, essa senhora diz que trabalha como escrava, o que certamente a integra ao povo brasileiro que teve um desconto e não um aumento em seu salário, que não engloba o 4º dígito à esquerda da vírgula – o dela tem o 4º e o 5º dígitos…
O que será que entrou nessa cabeça? Que nós brasileiros iríamos ser solidários com isso? Conversando com minha manicure, que em comum com essa senhora tem a cor, ela me disse: “São essas pessoas que fazem com que se continue a ter preconceito em relação aos negros”…
Parei para pensar e acho que ela está coberta de razão: todos ainda olham com desconfiança um negro em papel de destaque na sociedade, a menos que seja cantor ou jogador de futebol, se perguntando: “Como será que ele chegou lá?”
Eu diria que há também o “acaso”, e nessa “categoria” temos os excelentes Lázaro Ramos e Thaís Araújo, e Joaquim Barbosa, pessoas que se poliram e se apresentam em público fazendo com que tenhamos orgulho deles e de seu discurso!
Existe, hoje, uma tentativa – exitosa, diga-se de passagem – de igualarmos todos por baixo. Não se chama a atenção porque se escreveu uma bela crônica, fez uma explanação com conteúdo, nos refrescou a cabeça com uma novidade.
Chamará muito mais a atenção ter um carro importado, ir a um show de rock, ficando num camarote de alguns milhares de reais, ter um vestido de grife para ostentar numa festa de artistas – ou de jogadores de futebol!
Uau, quanto glamour!!! Isso sim é “estar inserido no contexto da modernidade”…

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