O que faz bem, o que faz mal


A rapidez com que convicções alimentares seculares são substituídas por modismos de dietas que, ao fim de um ano, às vezes menos, são desacreditadas é espantosa…
Os vilões de outrora, como por exemplo, o ovo, de banido de todas as dietas passa a ser uma das comidas mais completas que se possa ingerir, sem quaisquer contraindicações, ainda que consumido diariamente, de forma generosa…
Café e chocolate tiram o sono e também estão entre esses vilões, mas chá de erva cidreira, suco de maracujá (e um mantra hindu) levarão qualquer um a dormir placidamente, em menos de 15 minutos!
Carne de porco era veneno para quem a consumia: muito “forte”, gorda, causava mil transtornos ao corpo, quando não à mente, porque sempre havia o risco de uma tênia se desenvolver no cérebro do incauto. Hoje, carne de porco é tida como uma das melhores para ser consumida, além de ser considerada uma carne… magra!
Da noite para o dia, glúten passou a ser o vilão do pedaço: quem consome corre muitos riscos, assim como quem consome lactose, outro “veneno” para as dietas, sem falar que uma pessoa saudável e politicamente correta só deve consumir vegetais e todos eles orgânicos, sem pesticidas…
O galho é que essas coisas assim tão “selecionadas”, sem nada de mortífero, custam uma verdadeira fortuna porque são produzidas em quantidades muito menores do que seria necessário para “salvar a humanidade”…
Mas, se você não dispuser de meios para ser um vegetariano xiita, não se preocupe: mais alguns meses e se descobrirá que há pesticidas que não deixam resíduos, ou que glúten não é tão deletério, que carnes em quantidades normais fazem parte da dieta do ser humano desde que o mundo é mundo e que muita gente, que comia carne todos os dias, sobreviveu até os 90 anos!
Hoje, toda notícia que visa “arrebentar a boca do balão”, ditar novas regras que garantam uma vida saudável até os 100 anos, no mínimo, serão desmentidas em pouco tempo, como “fake news”…
E, ainda bem que isso ocorre; porque há aqueles que, ao lerem que algo faz mal à saúde, decidem que, se forem obrigados a se abster daquilo até o final dos dias, não vai valer a pena pois, se for para nunca mais comer, “quem consome morre, quem não consome também” então… vamos consumir!!

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