Gerações e frustrações


Uma constatação relacionada às gerações Y – ou dos “millennials”, por terem nascido próximo à  virada do milênio – diz que eles estão sempre conectados, procuram informação fácil e imediata, preferem celulares a livros, digitam em vez de escrever, vivem em redes de relacionamento e compartilham tudo que é seu: dados, fotos, hábitos, além de viver atrás de novas tecnologias.
Nos Estados Unidos, ainda que eles tenham um futuro promissor, dado o crescimento econômico de seu país e ao quase pleno emprego, as perspectivas demonstram que, passado este momento, sobrevirá uma nova depressão, quando eles estiverem na meia-idade…
Nunca houve uma geração tão pobre desde a Grande Depressão,  ainda que estejam formados… Eles têm menos dinheiro, menos propriedades, menos casamentos e menos filhos. O único campo em que eles são superiores a seus pais é em matéria de educação – é claro que isso se aplica aos Estados Unidos.
Seus pais têm que continuar trabalhando e sustentando a família – caso das gerações que nasceram entre 1946 e 1964, os chamados “baby boomers”. Por serem mais velhos e terem mais experiência, acabaram ficando nos empregos que seriam dos mais jovens, que perdem essa chance porque não têm… experiência!
Os millennials” ou geração Y, para não ficar ociosos, passaram a fazer pós- graduação, mestrado e doutorado,  e a consequência disso é que, hoje, devem uma quantia exorbitante para as universidades… Ficou famosa uma frase do maior bilionário negro, Robert Smith – mais rico até que a Oprah – que, convidado a ser paraninfo na formatura de alguns estudantes, disse-lhes: “Eu vou encher o tanque do ônibus de vocês” o que significou saldar a dívida deles todos com os estudos… E isso representaria, para esse grupo,  algo entre 30 e 40 milhões de dólares!
A dívida total dos estudantes nos Estados Unidos ronda um trilhão de dólares e, a qualquer momento, um populista de esquerda vai se propor a zerá-la  e será eleito porque, finalmente,  irá lhes permitir “gozar das benesses do Estado”.
Infelizmente, no Brasil, o problema  é outro: nossa educação é deficiente e  aos jovens desempregados e analfabetos funcionais nem ocorre continuar estudando… Mas, já temos nosso populista que, desta vez é de direita e têm o condão de escolher para a pasta da Educação baluartes de ignorância, que entendem que qualquer mudança terá que ser enfiada goela abaixo de nós, brasileiros.
Que lástima!

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