Contos de fadas


Não prestamos mais muita atenção em contos de fadas. Eles sempre terminam em: “casaram-se e foram felizes para sempre”. E quando se viu isso?
Quem sabe aos vinte anos, você se apaixonou e perdidamente. Aí, não deu certo; cada um para seu lado e, um dia, 30 anos depois, você reencontra a figura. Olha bem e duvida de si e de suas memórias: é possível que foi por essa pessoa que você chorou, que foi dela que você teve um ciúme mortal, para quem você se declarou e se desmanchou em lágrimas que ela delicadamente enxugou?… Então, que bom que acabou, né? Imagine estar ao lado dessa criatura hoje: você sendo quem é, e ela quem se tornou…
E aquela colega que conseguiu viajar e ir embora deste país. Por acaso vocês se cruzam e se reconhecem; tantos anos se passaram, ela estudou e lá se formou, mas… ela está estranhamente sozinha. Seu olhar não parece radiante; ela sorri e disfarça o que parece ser um mal-estar de falar sobre si mesma…
E os papos virtuais com amigos que vivem fora e que, gentilmente, se sentindo “parte do que deixaram”, sugerem e têm a solução para todos os problemas que eles, “por escolha”, não vivem mais? Mas, certamente, vivem outros. Cidadãos de segunda categoria, tenham quanto dinheiro tiverem: “cucarachas” para sempre. Por outro lado aqui, só não somos cucarachas mas, certamente, somos  cidadãos de segunda classe na nossa própria terra…
Aproximando-nos do final de ano, desta vez acontece algo inaudito: a véspera de Natal é no domingo, mas grande parte das pessoas já jogou a toalha e poucos permanecem “em seus postos”.
A partir de meu ponto de vista, de que a vida não é um conto de fadas, temos que sonhar com coisas factíveis, terrenas, sem exageros. Desisto então de imaginar que, desta vez, vamos escolher bem quem irá nos governar nos próximos 4 anos, que o STF vai se levar a sério e vai “neutralizar” alguns elementos que lá estão, e que os políticos que já somem 15, 20 anos de condenação, deixem seu foro privilegiado e comecem a cumpri-los como o fará Paulo Maluf… pelo menos até hoje, sexta-feira, para a cadeia ele foi, “coitado”…
Oooooopa! O Marin também foi para a cadeia – tá bom que é nos Estados Unidos, mas… não deixa de ser um conto de fadas: lá a justiça não tarda, não falha e… o Gilmar Mendes não solta!

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