23 de abril de 2024
Cinema

Adoráveis Mulheres / Little Women

De: Greta Gerwig, EUA, 2019

(Disponível na Netflix em 5/2023.)

O romance Little Women, de Louisa May Alcott, publicado em 1868, é um clássico básico, dos maiores, amado de paixão por gerações e gerações. E é tão fundamentalmente norte-americano quanto o hamburguer, a Coca-Cola, as cheerleaders e o chiclete. Não é à toa que foi levado para as telas em 1917, 1918, 1933, 1939, 1946, 1949, 1958, 1970, 1978, 1979, 1994 e 2017, em filmes, filmes produzidos par

a a TV e minisséries – antes da versão de 2019, dirigida por essa espantosa, fascinante, incrível Greta Gerwig.

Pode haver mais que essas 13 versões citadas aí. Essas foram as que achei, numa pesquisinha rápida, bem pouco aprofundada. (Mais abaixo há uma tabela com os nomes dos diretores e das principais atrizes de cada uma delas.)

Fiquei pensando, assim que o filme terminou, que Katherine Hepburn, que interpretou Jo March no filme de 1933, dirigido por George Cukor, com toda certeza, com absoluta certeza aplaudiu de pé como na ópera a interpretação de Saoirse Ronan. Deve até ter dado uma cotovelada firme em Spencer Tracy, sentadão lá ao seu lado na nuvem, e dito alguma coisa tipo: – “Cacete, Spencer, acho que essa menina está tão boa como a Jo quanto eu mesma! Tão boa quanto aquela menina da versão de 1994, a Winona Ryder!”

Espaçosa como é, Kate Hepburn pode ter dado um berro por Louisa May Alcott, para checar a opinião dela. A escritora certamente concordou: – “É! Essa menina Saoirse – eta nome difícil esse troço irlandês que os pais dela escolheram – é do balacobaco. Assim como essas Emma e Florence. Só tenho uma dúvida: precisava trazer essas inglesinhas pra fazer os papéis das minhas irmãs?”

(Emma é a Watson, a eterna Hermione Granger da série Harry Potter. Florence é Florence Pugh, uma das grandes revelações dos últimos anos).

A essa altura, ignorando a última frase um tanto patrioteira demais de Louisa, Kate deve ter dado um sorrisinho maroto para o Spencer. Que queria dizer o seguinte: – “Do balacobaco é uma expressão que já era velha quando foi feito o primeiro filme baseado em Little Women, em 1917…”

Mas fazer o que, né? A Louisa, afinal de contas, nasceu em 1832… Homessa!

O pai na guerra, as quatro moças são criadas só pela mãe

Agora falando ainda mais a sério: o que teria Louisa May Alcott achado das liberalidades, das alterações, das mexidas que deu na estrutura da narrativa a diretora Greta Gerwig, ela também autora, sozinha, do roteiro deste Adoráveis Mulheres/Little Women de 2019?

Antes, no entanto, seria necessário haver uma sinopse.

Hummm… Embora seja difícil encontrar alguém que não tenha lido o livro e/ou visto pelo menos uma das adaptações da história para o cinema, seria necessária uma sinopse. É obrigatório haver uma sinopse. E quer saber? Vou tentar – eu, que sou absolutamente desprovido do talento da síntese.

Nos Estados Unidos desunidos e conflagrados dos anos 1860, enquanto o marido luta na Guerra Civil, uma mulher de Concord, Massachusetts, cria as quatro filhas, Jo, Meg, Amy e Beth (os papéis, respectivamente, de Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh e Eliza Scanlen). A narrativa se estende por um período de sete anos, e acompanha o crescimento, o amadurecimento, o desabrochar das quatro mulherzinhas e suas amizades, em especial sua relação com o vizinho riquíssimo, Laurie. Jo adora escrever, Meg ama o teatro, Amy pinta, Beth toca piano; Jo se muda para Nova York e trabalha para ajudar a sustentar a família, Meg se casa, Amy acompanha a tia rica em uma longa estadia em Paris, Beth adoece.

Dez linhas, 114 palavras. Olha, não está mal… Mas, para não deixar dúvidas, pego uma sinopse escrita por profissionais – a do Petit Larousse des Films para Les Quatre Filles du Docteur March, o título lá do filme Little Women de 1933, que no Brasil se chamou As Quatro Irmãs:

“Na ausência de seu pai, na época da guerra civil, as quatro filhas do doutor March crescem junto de sua mãe, orgulhosa e independente. Jo quer escrever. Ela parte para Nova York e (….) toca sua vida sob a égide do professor Bhaer. Ela volta para ficar perto de sua irmã Beth, muito doente. Mr. Marche volta da guerra, e Bhaer vem rever Jo.”

Bem, é preciso fazer alguns registros. A mãe das garotas, muito bem descrita pelo Larousse como “orgulhosa e independente”, uma personagem maravilhosa, fascinante, é interpretada no filme de Greta Gerwick por Laura Dern. E, diabo, como está maravilhosa, esplendorosa a filha do feio que nem a fome Bruce Dern e a bela Diane Ladd!

O herdeiro milionário Laurie, o vizinho e amigo das moças, que foi interpretado por Peter Lawford na versão de 1949, dirigida por Mervyn LeRoy, e por Christian Bale na versão de 1994, aqui é feito por esse garoto fenômeno Timothée Chalamet.

O professor Bhaer, um imigrante europeu quGreta Gerwig resolveu subverter a ordem cronológicae morava na mesma pensão em Nova York que Jo, é o papel do galã francês Louis Garrel.

O avô de Laurie, o milionário viúvo Laurence, é o papel de Chris Cooper, em uma participação quase tão especial quanto a de ninguém menos que Meryl Streep, que faz o papel da Tia March, uma ricaça solteirona egoísta, arisca, de poucos amigos, que resolve “adotar” a sobrinha Amy, a que quer ser pintora, e passa com ela uma boa temporada em Paris, na esperança de que ela, ao menos ela, faça um bom casamento com um milionário, para poder cuidar das irmãs.

Acho que essas informações resumem do que trata a história – um tanto autobiográfica – criada por Louisa May Alcott. Embora, é claro, todo mundo conheça a história de cor e salteado…

Greta Gerwig resolveu subverter a ordem cronológica

Todo mundo – menos eu.

Parece absurdo, e é, mas eu não havia visto nenhuma das adaptações do grande, amado clássico para o cinema ou para a TV. Claro, já havia ouvido falar demais no livro, até já tinha o livro em casa (numa edição belíssima da Nova Cultural, feita como um brinde da Suzano, em 2002), e sabia dos filmes de 1933, 1949 e 1994, sem dúvida as adaptações mais importantes antes desta aqui de Greta Gerwig. Tinha uma noção vaga, bastante vaga, de que era a história de uma família de várias irmãs – mas só isso.

Greta Gerwig resolveu mexer na estrutura da narrativa. Resolveu subverter o jeito com que a história vinha sendo contada ao longo destes mais de 130 anos que se passaram desde o lançamento do livro, em 1886, um ano após o fim da Guerra da Secessão.

Em vez de contar os fatos na ordem cronológica, como no livro, como na vida, a moça resolveu misturar tudo, ir e vir no tempo, ir e vir, ir e vir, sem parar.

Não há datas expostas na tela para auxiliar o espectador. O único letreiro que aparece no filme com a indicação do “quando”, se não estou enganado, acontece aos 12 dos 135 de duração (que passam depressa demais). Até os 12 minutos, havia sido mostrado que Jo estava vivendo em Nova York numa pensão em que também morava o professor europeu Bhaer, e que Amy estava em Paris com a Tia March, sendo paquerada por um jovem milionário, e lá havia reencontrado Laurie.

Aí, aos 12 minutos do filme, depois das sequências em Nova York e Paris, um letreiro avisa: “Sete anos antes. Concord, Massachussetts”.

Vemos as quatro irmãs sete anos mais jovens – e a partir daí, o filme vai e vem para a frente e para trás no tempo, vai e vai, vai e vem, feito bola de tênis.

Assim como tantos e tantos e tantos filmes dos últimos anos.

Parece até que a maior parte dos filmes atualmente desobedece à cronologia, tem horror à cronologia.

Não dá para ter certeza, é claro, sobre o que Louisa May Alcott terá achado, lá naquela nuvem em que vive hoje.

Eu, pessoalmente, como não conhecia a história, não conhecia as personagens, e, confesso, passei os primeiros minutos do filme tentando identificar que atriz fazia quem…

Cheguei a pensar o seguinte, quando o filme estava ali com uns 20 minutos:

Tudo bem: eu até entendo que – após tantas adaptações do livro, sendo a história tão absolutamente conhecida –, o filme de 2019 tenha decidido desconstruir a ordem cronológica…. Mas, para euzinho aqui, está meio confuso…

Sim, confesso, sem pudor: ali pelos 20 minutos, estava achando um tanto difícil de acompanhar a história, entender quem era quem, como eram as relações entre as irmãs, os demais personagens…

Quando o filme se aproximava do fim, no entanto, queria era aplaudir de pé como na ópera.

Quando o filme está quase terminando, há um novo diálogo entre Jo e Mr. Dashwood, o editor de livros (deliciosamente interpretado por Tracy Letts), que é uma absoluta maravilha. O editor querendo que Jo termine seu romance – termine a história que nós estamos vendo na tela – de um jeito. Mas Jo, teimosa quase feito uma mula, não quer. Mr. Dashwood insiste, e Jo continua teimando…

Ah, meu, aquilo é uma absoluta delícia, uma maravilha.

Mr. Dashwood – não posso dizer com absoluta certeza, mas tenho quase, quase, quase – não existe no livro de Louisa May Alcott. É uma invenção da cabeça de Greta Gerwig.

A decisão de contar a história destruindo. subvertendo a sequência cronológicas, e toda a idéia de criar esse Mr. Dashwood, tudo isso me pareceu, ao fim e ao cabo, uma beleza, uma maravilha.

Sim, acho que dá para dizer com segurança: lá da sua nuvem no céu, Louisa May Alcott aplaudiu essa moça Greta Gerwig.

– “Menina sapeca! Conseguiu até melhorar o jeito de contar a minha história!”

Em princípio, assim de uma maneira ampla geral irrestrita, acho muito bom quando se conta uma história em ordem cronológica. Conforme as coisas aconteceram.

Mas tudo bem: há momentos em que se justifica o uso de um flashback. A vida da gente é assim – no meio de um fato, nossa cabeça nos leva para o passado. A memória nos traz coisas que aconteceram dez, trinta, vinte anos atrás, assim, tudo fora de ordem. Personagens relatam hoje fatos do passado. Então faz todo o sentido usar esse recurso que Orson Welles soube usar com maestria em Cidadão Kane. Claro que isso não surgiu com a obra-prima de 1941. Não, diabo. Eça de Queiroz, por exemplo, usou flashbacks com genialidade em Os Maias, de 1888, só para dar um exemplo.

Mas tem mais ainda do que eventuais flashbacks. Há determinadas histórias que ficam mais atraentes se contadas entremeando fatos do passado e fatos mais recentes. Comparando detalhes do passado e do presente. E de fato é imenso o número de filmes que usa esse recurso.

Às vezes fica chato, cansativo. Às vezes simplesmente é sem sentido, não acrescenta nada a coisa do ir e vir, ir e vir, que nem bola de tênis.

O roteiro que essa moça Greta Gerwig escreveu é uma lição do bom uso do ir e vir no tempo.

E não apenas porque, diacho, essa história todo mundo (menos o Sérgio Vaz) sabe de cor, e então seria bom dar uma mexida na estrutura.

Ficou bom! Faz sentido. É interessante, é gostoso ver da forma com que Greta Gerwig escreveu o roteiro.

É fascinante ver Jo e Laurie conversando, interagindo, quando eram bem novinhos, adolescentes. e logo em seguida Jo e Laurie sete anos mais velhos, já jovens adultos.

Tem sentido narrativo, dramático. Acrescenta. Funciona. Não é à toa. E então é bom!

É o tal negócio: a princípio, não tenho mais encanto por invenciones formais – aquilo que chamo de criativóis, fogos de artifício. Mas, diabo, quando são criativóis maravilhosos, fogos de artifícios lindérrimos – como, por exemplo, os fogos de artifício nos céus da Riviera Francesa em Ladrão de Casaca/To Catch a Thief (1955), uma perfeita metáfora para o clima de excitação e desejo dos personagens, ou como praticamente toda a narrativa de O Fabuloso Destino de Amélie Poulin (2001) –, como não admirar? Como não querer aplaudir de pé como na ópera?

As mexidas na cronologia que o roteiro de Greta Gerwig fez são excelentes.

Atrizes jovens, diretora e roteirista jovem

Greta Gerwik, meu Deus, estava com 36 aninhos no ano em que lançou este filme, o terceiro que dirigiu na vida. (Neste mês em que vi Little Women e escrevo esta anotação, maio de 2023, ela já concluiu as filmagens de seu quarto, Barbie.)

Trinta e seis aninhos, e a moça já dirigiu Lady Bird e este Little Women aqui!

Meu, é muito talento – e muita juventude!

Certo, certo: Katharine Hepburn tinha apenas 26 anos quando interpretou Jo em As Quatro Irmãs, de 1933; Elizabeth Taylor estava com ridículos 17 anos e Janet Leigh com 22 quando interpretaram, respectivamente, Amy e Meg em Quatro Destinos, de 1949.

Aliás, acho que esta é uma boa ocasião para entrar com o quadro sobre os 13 filmes baseados em Little Women antes deste aqui. Nas versões com atores menos conhecidos, anotei apenas as duas primeiras. Nas três versões mais importantes, dei os nomes dos seis atores principais.

Eu dizia que Katharine Hepburn tinha 26 anos, Janet Leigh, 22, e Elizabeth Taylor ridículos 17 quando interpretaram algumas das irmãs March nas versões anteriores. Winona Ryder estava com 23 quando interpretou Jo na versão de 1994.

Então tá, atrizes então bem jovens já trabalharam nas versões anteriores. Mesmo assim, no entanto, é muito impressionante ver as idades desses atores em 2019, o ano de lançamento desta versão aqui: Saoirse Ronan-Jo, 25 anos. Florence Pugh-Amy, 23. Eliza Scanlen-Beth, 20. OK, Emma Watson-Meg tinha já 29, mas Timothé Chalamet tinha apenas 24. E, principalmente, a roteirista e diretora Greta Gerwig tinha apenas 36.

Era jovem demais para fazer um filme tão absolutamente maduro!

E é fascinante lembrar que o segundo filme de Greta como diretora, aquele belo Lady Bird, tinha como atores principais Saoirse Ronan e Timothée Chalamet.

Essa coisa de escalar sempre os mesmos atores é característica dos gigantes – Ingmar Bergman, François Truffaut, Woody Allen, Pedro Almodóvar…

Nascida em Sacramento, Califórnia, em 1983, quando minha filha começava a ver comigo filmes com som original e legendas, Greta Gerwig tem 40 títulos como atriz e 13 como roteirista e/ou autora. Tem também um filho com o marido Noah Baumbach, aquele diretor que é um absoluto queridinho dos críticos.

Em 2017, quando vi Maggie Tem um Plano (2015), de Rebecca Miller (essa moça que é filha de Arthur Miller e mulher de Daniel Day-Lewis), anotei: “Para mim, (o filme) teve a deliciosa vantagem de apresentar Greta Gerwig, uma atriz extremamente talentosa, simpática, que eu não conhecia ainda. Greta Gerwig faz a Maggie do título, e Maggie’s Plan já valeria só por ela.”

Sobre Saoirse Ronan… Nem vou dar ao eventual leitor o trabalho de ler citações do quanto já falei aqui. Só gostaria de registrar umas palavrinhas rápidas.

Há muita atriz talentosa no cinema, graças ao bom Deus. Há muita atriz extraordinária. Mas há também, é claro, aquelas que cada um admira mais, de que gosta especialmente. Faço uma linha de tempo, uma linha evolutiva com as minhas grandes atrizes prediletas de língua inglesa que é assim: Katharine Hepburn (ela, a Jo de 1933), Barbara Stanwyck, Jane Fonda, Meryl Streep e Saoirse Ronan.

Vixe Maria!

Americanos em visita à Europa, um tema constante

Gostaria ainda de fazer dois registros.

O primeiro é simples, rápido: todo o visual deste Little Women 2019 é caprichadíssimo, elaboradíssimo, lindíssimo.

A fotografia é de uma mulher, e uma estrangeira, a francesa Yorick Le Saux. De babar.

O desenho de produção é de Jess Gonchor. A decoração de interiores é de Claire Kaufman e os figurinos, de Jacqueline Durran .

Ah, sim. A trilha sonora é de Alexandre Desplat, essa espécie assim de Georges Delerue das últimas décadas.

O segundo registro tem a ver com o continente em que nasceram Alexandre Desplat e a diretora de fotografia Yorick Le Saux, e as relações entre aquele continente e os tais dos United States of America.

A relação de amor e ódio entre os Estados Unidos e a Europa é algo sem dúvida alguma fascinante.

É impressionante o número de obras literárias – e, mais tarde, obras cinematográficas – que mostram norte-americanos em visita à Europa.

Pessoalmente, é um tema que sempre exerceu sobre mim imensa fascinação. Escrevi aqui um longo texto sobre ele, “EUA-Europa, uma relação de amor e ódio”, e fiz uma tag para reunir os filmes que de alguma maneira tratam dele.

Era garoto de tudo, adolescente, em Belo Horizonte, quando vi A Última Vez que Vi Paris e Suave é a Noite, e mergulhei nos livros do autor das duas histórias, F. Scott Fitzgerald – um sujeito que, como seu conterrâneo, contemporâneo, amigo e rival Ernest Hemingway, passou anos e anos na Europa. Fitzgerald bebeu todas na Riviera; Hemingway, além de beber todas, ainda lutou contra o fascismo na Espanha, de onde resultou Por Quem os Sinos Dobram.

Mas antes, bem antes de Fitzgerald (da classe de 1896) e Hemingway (1899), já tinha havido Henry James (1843), Edith Wharton (1862), com tantos e tantos personagens que atravessavam o Atlântico para conhecer o Velho Mundo, o continente mãe, a terra onde a civilização que eles conheciam havia começado.

Pois é. Louisa May Alcott é da classe de 1832. Essa mulher nascida 11 anos antes do autor de obras passadas na Europa ou com personagens europeus como Os Europeus, Retrato de uma Senhora, As Asas da Pomba e A Taça de Ouro, entre outros, e 30 anos antes da autora de A Era da Inocência, antecipou-se as Henry James e Edith Wharton na descrição das vivências de americanos na Europa, ali por meados do século XIX.

Parece ter sido uma mulher admirável essa Dona Louisa. Esteve sempre do lado certo das coisas. Foi uma abolicionista, uma feminista, uma sufragista. Diferentemente de seu alter-ego Jo March, nunca se casou. Morreu em 1888, com apenas 55 anos, após um AVC.

É. Acho que de fato Louisia May Alcoot aprovaria o filme de Greta Gerwig. Diabo, é uma beleza de filme.

Anotação em maio de 2023

Adoráveis Mulheres/Little Women

De Greta Gerwig, EUA, 2019

Com Saoirse Ronan (Jo March),

Emma Watson (Meg March),

Florence Pugh (Amy March),

Eliza Scanlen (Beth March),

Laura Dern (Marmee March),

e Timothée Chalamet (Laurie), Tracy Letts (Mr. Dashwood, o editor de livros), Bob Odenkirk (papai March), James Norton (John Brooke, o professor de Laurie), Louis Garrel (Friedrich Bhaer, o professor europeu), Jayne Houdyshell (Hannah, a empregada), Rafael Silva (amigo de Friedrich), Emily Edström (amiga de Friedrich), Maryann Plunkett (Mrs. Kirke), Hadley Robinson (Sallie Gardiner Moffat), Charlotte Kinder (Viola)

e (em participações especiais), Chris Cooper (Mr. Laurence, o avô de Laurie), Meryl Streep (tia March)

Roteiro Greta Gerwig

Baseado no romance “Little Women”, de Louisa May Alcott

Fotografia Yorick Le Saux

Música Alexandre Desplat

Montagem Nick Houy

Casting Kathy Driscoll, Francine Maisler

Desenho de Produção Jess Gonchor

Figurinos Jacqueline Durran

Produção Denise Di Novi, Amy Pascal, Robin Swicord, Columbia Pictures, New Regency Productions, Pascal Pictures, Sony Pictures Entertainment.

Cor, 135 min (2h15)

Fonte: 50 anos de filmes

Sergio Vaz

Jornalista, ex-diretor-executivo do Jornal Estado de São Paulo e apreciador de filmes e editor do site 50 anos de filmes.

Jornalista, ex-diretor-executivo do Jornal Estado de São Paulo e apreciador de filmes e editor do site 50 anos de filmes.

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