A cada dia sua agonia

Bolsonaro cumprimenta Bebianno durante Cerimônia de Nomeação dos Ministros – 1/1/2019 (Marcos Corrêa/PR)

A chamada classe política escolheu de que lado ficar no conflito entre o presidente Jair Bolsonaro que chamou o ministro Gustavo Bebianno de mentiroso, e Bebianno que disse que um comandante não atira na nuca de soldado: do lado do ministro.
Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado saíram em socorro de Bebianno. Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi o mais duro: deu lições a Bolsonaro de como se deve governar. E alertou-o para o risco de a crise ameaçar a aprovação da reforma da Previdência.
Metade dos deputados federais do PSL, o partido do presidente da República, apoiou Bebianno. A outra metade fingiu que nada de grave tinha acontecido. A oposição ao governo ocupou-se em pôr lenha na fogueira, instigando Bebianno a sair atirando.
Por se ver como a banda sensata de um governo desgovernado, a ala militar tentou apagar o incêndio sem disfarçar sua torcida pelo ministro. O que mais ela teme é a consolidação da República dos Garotos, cujo pai seria um boneco manipulado por eles.
Se a edição de hoje do Diário Oficial circular nas redes sociais sem o ato de demissão de Bebianno assinado por Bolsonaro é porque o ministro ganhou a batalha inicial contra a fúria dos garotos – mais exatamente, a fúria do mais ousado deles, Carlos, o 02.
Então daqui para frente, sem que saiba até quando, teremos um governo, a encarnação perfeita da Nova República que por ora não se sabe exatamente o que é, liderado por um capitão que chamou de mentiroso um destacado oficial da sua tropa, mas não o puniu.
Fonte: Blog do Noblat

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