8 de janeiro de 2026
Professor Taciano

Hipocrisia: esquerda no Brasil mostra a sua face

O silêncio conveniente da esquerda diante da suposta intervenção de Alexandre de Moraes no caso do Banco Master

Olá caríssimos,

Mais uma vez a esquerda brasileira mostrou sua verdadeira face. Eles nunca me enganaram. A palavra “hipocrisia” talvez seja a que melhor define o silêncio ensurdecedor de deputados e senadores da esquerda, diante da suposta intervenção do ministro Alexandre de Moraes, do STF, no caso envolvendo o Banco Master.

Os mesmos parlamentares que se dizem guardiões da democracia, defensores intransigentes do Estado de Direito e críticos ferozes de qualquer interferência indevida entre os Poderes, agora optam por baixar a cabeça e fingir que nada está acontecendo.

Quando o alvo é um adversário político, o discurso é automático: “ameaça à democracia”, “ataque às instituições” ou “abuso de poder”. No entanto, quando a suspeita recai sobre um ministro do STF frequentemente tratado como aliado ideológico, o tom muda. O que antes era indignação vira silêncio.

O que antes era denúncia vira conveniência. Dois pesos, duas medidas.

A polêmica ganhou novos contornos após a colunista Malu Gaspar publicar reportagem relatando que o ministro Alexandre de Moraes teria feito contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em meio à crise do Banco Master. A apuração também menciona a existência de um contrato firmado entre o banco e o escritório de advocacia da esposa do ministro, o que ampliou ainda mais os questionamentos sobre o caso.

Segundo a reportagem, o contrato do escritório teria sido celebrado antes da decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master e previa a prestação de serviços jurídicos. O texto afirma ainda que Alexandre de Moraes manteve reuniões e conversas com o presidente do Banco Central em período próximo à intervenção na instituição financeira, fato que passou a ser explorado por críticos como possível indício de conflito de interesses.

Diante desse cenário, surge uma pergunta inevitável: por que os políticos da direita reagem ao escândalo Moraes x Banco Master? A resposta está menos na ideologia e mais na coerência discursiva. Para esses parlamentares, independentemente de quem seja o personagem central, qualquer suspeita de interferência indevida, conflito de interesses ou uso do cargo para influenciar decisões administrativas deve ser investigada.

É o mesmo argumento que a esquerda costuma defender, ao menos no discurso, quando lhe convém.

Se a suposta intervenção tivesse partido de um magistrado identificado com a direita, o Congresso já estaria em polvorosa. Haveria discursos inflamados, pedidos de CPI, notas de repúdio e manchetes diárias na imprensa simpática ao governo. Mas, como o personagem central é Alexandre de Moraes, o mesmo que se tornou símbolo de enfrentamento a setores conservadores, a esquerda parlamentar prefere se calar, não por compromisso institucional, mas por cálculo político.

Esse comportamento escancara uma contradição perigosa: a defesa seletiva da legalidade. Democracia, para esses parlamentares, parece ser um conceito elástico, válido apenas quando serve aos próprios interesses. O silêncio diante
de uma suposta interferência no sistema financeiro, algo gravíssimo em qualquer país sério, revela que o discurso moralista não passa de retórica.

O Congresso Nacional, que deveria exercer seu papel fiscalizador com independência, se transforma em cúmplice passivo quando escolhe não questionar, não investigar e não cobrar explicações. Ao se calarem, deputados e senadores da esquerda não estão protegendo a democracia; estão fragilizando-a.

No fim das contas, a pergunta que fica é simples e incômoda: a esquerda brasileira defende instituições ou defende pessoas? Se a resposta depender desse silêncio conveniente, a hipocrisia já está escancarada.

Professor Taciano Medrado

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade do Estado da Bahia (1987)-UNEB e graduação em bacharelado em administração de empresa - FACAPE pela FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE PETROLINA (1985). Pós-Graduado em PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL. Licenciatura em Matemática pela UNIVASF - Universidade Federal do São Francisco . Atualmente é proprietário e redator - chefe do blog o ProfessorTM

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade do Estado da Bahia (1987)-UNEB e graduação em bacharelado em administração de empresa - FACAPE pela FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE PETROLINA (1985). Pós-Graduado em PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL. Licenciatura em Matemática pela UNIVASF - Universidade Federal do São Francisco . Atualmente é proprietário e redator - chefe do blog o ProfessorTM

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