18 de janeiro de 2026
Professor Taciano

Bolsonaro, a “cortina de fumaça” para os escândalos envolvendo o ministros do STF, INSS e Banco Master

Enquanto o Brasil enfrenta uma sequência de escândalos institucionais que atingem o coração do Estado, envolvendo decisões controversas do STF, suspeitas de irregularidades no INSS e denúncias financeiras que rondam o Banco Master, um fenômeno se repete com precisão quase matemática: o nome Bolsonaro volta ao centro do noticiário como cortina de fumaça.

O exemplo disso está em mais uma decisão cruel e desumana do todo poderoso ministro 3O,s (Onipotente, Onisciente e Onipresente), do STF Alexandre de Moraes que em mais uma canetada transferiu o já fragilizado ex-presidente Bolsonaro para o complexo presidiário da “Papudinha” nessa quinta-feira (15).

Sempre que um novo fato grave ameaça a imagem das instituições ou do governo de plantão, o ex-presidente surge como o “vilão conveniente”, o personagem perfeito para desviar o foco do debate público. Manchetes, comentaristas e setores da grande mídia parecem operar no modo automático: em vez de aprofundar investigações, cobrar transparência ou responsabilizar os
verdadeiros envolvidos, acionam o botão Bolsonaro.

No caso do STF, decisões cada vez mais politizadas, interpretações elásticas da Constituição e embates institucionais que fragilizam a separação entre os Poderes raramente recebem o escrutínio necessário. Quando a pressão começa a crescer, basta ressuscitar alguma fala antiga de Bolsonaro ou anunciar mais um inquérito para mudar a pauta do dia.

No INSS, denúncias recorrentes de fraudes, má gestão e prejuízos bilionários aos cofres públicos afetam diretamente milhões de brasileiros, sobretudo os mais pobres. Ainda assim, o debate estrutural sobre responsabilidades administrativas e falhas sistêmicas perde espaço para a narrativa de que “tudo começou no governo Bolsonaro”, mesmo quando os problemas atravessam décadas e diferentes gestões.

Já no caso do Banco Master, com suspeitas e questionamentos que exigiriam explicações técnicas, auditorias rigorosas e ação firme dos órgãos de controle, o roteiro é o mesmo: silêncio institucional, cobertura tímida e, paralelamente, uma nova onda de notícias ligando Bolsonaro a algum episódio do passado.

Isso não significa inocentar Bolsonaro de críticas ou erros, eles existem e devem ser debatidos. O problema é outro: a instrumentalização permanente de sua figura como bode expiatório nacional. Ao transformá-lo em “apaga-fogo” oficial,  o sistema político e midiático evita enfrentar os verdadeiros nós do país: corrupção estrutural, aparelhamento institucional, falta de transparência e impunidade seletiva.

No fim das contas, quem perde é o Brasil. Enquanto a sociedade se divide em torcidas, os escândalos reais esfriam, os responsáveis ganham tempo e o ciclo de desinformação se perpetua. Bolsonaro vira manchete, o incêndio apaga, mas apenas na superfície. Por baixo das cinzas, os mesmos problemas continuam ardendo.

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade do Estado da Bahia (1987)-UNEB e graduação em bacharelado em administração de empresa - FACAPE pela FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE PETROLINA (1985). Pós-Graduado em PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL. Licenciatura em Matemática pela UNIVASF - Universidade Federal do São Francisco . Atualmente é proprietário e redator - chefe do blog o ProfessorTM

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