1 de julho de 2022
Colunistas Priscila Chapaval

Ninguém é dono de sua felicidade

“Ninguém é dono de sua felicidade, por isso: não entregue sua alegria, sua paz e sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém!

Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, das vontades ou dos sonhos de quem quer que seja. A razão da sua vida é você mesmo.A sua paz interior é a sua meta de vida.

“Lendo um pedaço de um texto de um filósofo resolvi ficar mais estável, no mês de dezembro que me deixa melancólica e pensativa.

Saí para comprar coisinhas na papelaria e observando tudo ao meu redor. Era a hora da “boia” dos pedreiros das obras dos edifícios e notei que são colegas e essa era a hora de papear. Achei legal essa interação deles e com cara de felizes. Logo iriam deitar nas calçadas e descansar, isso se não chover.

Logo em seguida pensei em tomar um café da Illy num café delicioso que abriu perto de casa.Indo para lá vejo um andarilho, mendigo que de vez em quando aparece por aqui, mas hoje com uma fisionomia de dor. Perguntei a ele se ele precisava de alguma coisa e soube que se chama Augusto. Ele me olhou e vi um par de olhos claros, barba e cabelo comprido. Me disse que não precisava de nada. Sugeri que poderia dar um dinheiro a ele mas não quis de jeito nenhum.

Aguçou ainda mais a minha curiosidade em conversar mais com ele. Fui indo até o café, mas ele não saia da minha cabeça. Pedi um macchiatto da Illy que vem acompanhado de um creme mascarpone, e água mineral com gás geladinha. Um luxo!

Fiquei conversando com a dona do local, e num certo momento comentei desse homem sentado no chão. Pedi que ela fosse comigo até ele, e levou um copo de café quentinho. Ele em principio disse que não precisava mas acabou aceitando. Me contou que andou muito e que estava com dor nas pernas de tanto caminhar.

Me despedi dele e fiquei pensando se ele não seria um dos seguidores de Jesus Cristo quando ele pregava nas ruas.

Oh fantasia minha, já comecei a fazer uma historinha na minha cabeça.Já bem mexida com a quantidade de miseráveis pelas ruas, pensei o que se faz numa situação dessa.

Ao lado deles, edifícios nababescos subindo e casa vez mais e mais empreendimentos. Cadê a bondade e a justiça social num país como o nosso?

Senti até vergonha de me dar um café delicioso e caro. Sei que existem pessoas que ajudam mas não é o suficiente. Fazer o quê?

De agora em diante, vou levar comigo sanduíche, água, roupas, enfim, assim que encontrar outros nessa mesma situação de pobreza pelo menos tenho o que oferecer.

E as ruas entupidas de carros, com pessoas que estão comprando e comprando. Não está fácil.

E você o que acha que podemos fazer nesse Natal com os menos favorecidos, os que estão nas ruas? Alguém?

Jornalista... amo publicar colunas sobre meu dia a dia...

1 Comentário

  • Eliana Moreira 26 de dezembro de 2021

    Realmente com muito pouco podemos mudar a vida de pessoas, muitas vezes uma palavra um sorriso poucos minutos e por pouco se sente melhor estranhamente os desejos terminam. Um circulo vizioso do bem.

    Obriga pelo artigo.

    Boas Festas!

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