12 de agosto de 2022
Colunistas Priscila Chapaval

London London…

Fui convidada por uma prima para ir a Londres para ajudar a alugar um imóvel para a família morar, por causa da transferência do trabalho para lá por um ano.
Ela estava muito insegura, fragilizada e precisava de mim. Londres até então não era my cup of tea e achava bem melhor se fosse para outras redondezas na Europa mas acabei cedendo pela insistência dela e resolvi acompanhar.
Ficamos num hotel bem moderno no bairro de Kensington num ponto excelente de Londres.
Bem em frente, na calçada, tinha um ponto de ônibus para vários locais e com horários e com pontualidade britânica. Tinha também uma estação de Metrô que nem chegamos a usar, uma vez que no ônibus a gente podia ver tudo o que acontecia por onde passávamos.
A primeira providência foi comprar o passe livre para usarmos bastante os ônibus sem ter que efetuar pagamentos a cada viagem.
Combinamos que nas manhãs e na parte da tarde sairíamos com um corretor de imóveis, e mais tarde a gente sairia para ver lojas, fazer compras no supermercado e visitar alguns lugares interessantes.
Um dia resolvemos que iríamos até Picadilly Center dar uma volta por lá e jantar. Pegamos o ônibus double decker e passamos o passe no aparelho. O aparelho deu vermelho no dela e no meu.

Fonte: Wikipedia

– P.. que pariu….os passem venceram!!!
O motorista um homem muito simpáticos perguntou: -Vocês são brasileiras?
Foi a sorte ter um brasileiro e motorista naquela hora, senão teríamos que sair do ônibus e ir atrás de algum lugar para a gente completar crédito nos passes.
Ele então nos pediu para preenchermos uma folha dizendo que éramos turistas e estávamos indo passear e com dinheiro difícil de troco. Isso caso um fiscal entrasse e pedisse para ver o comprovante.
Quando chegamos no local desejado, que na verdade era o ponto final do ônibus, o motorista falou que dali a duas horas o ônibus dele sairia dali e poderíamos voltar com ele. Ok.
E lá fomos nós comprar souvenirs, comprar porcarias e jantar mais porcaria ainda.
Olhamos no relógio e vimos que já estava na hora de voltar com nosso motorista brasileiro.
Fomos até o ponto final e nada do motorista e nem do ônibus. Esperamos mais um pouco e nada. Fomos então atrás da máquina para dar crédito nos passes.
Pegamos outro ônibus que parava no Marble Arch e de lá pegaríamos outro ônibus para chegar ao hotel.
Sentamos no banco do ponto esperando o nosso ônibus e, bem atrás de nós, dois guardas com aquele uniforme oficial, bem sérios, fazendo a ronda na cidade.
E eis que passa o ônibus do motorista brasileiro que diminui a velocidade e quase parando buzina para a gente, coloca o rosto para fora e pergunta aonde a gente estava que ele não nos viu mais. E foi embora.
Os guardas olharam para a gente como se fôssemos ETs. Um motorista buzinar e fazer aquela algazarra em London é coisa rara de acontecer, convenhamos!
Mas logo em seguida chegou o nosso super ônibus double decker que nos deixou na porta do hotel.
E ainda deu tempo para a gente entrar no supermercado a poucos metros e comprar xampus e cremes maravilhosos.
So good!!

Jornalista... amo publicar colunas sobre meu dia a dia...

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